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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

BRAZIL: CINQUENTA TONS DE CINZA!

SR. GREY JÁ ESTÁ NO CINEMA....quem esperou ou espera SEXO EXPLÍCITO ou como a GLOBO QUER AS EREÇÕES DO CHRISTIAN GREY...VÁ LER O LIVRO!
OU ENTÃO...QUE TAL MAIS UM CONTO CINQUENTA TONS DE CINZA?



 SEXO RADIATIVO 
Marina da Silva

Ele veio da metrópole; um jovem médico recém formado. Seu primeiro plantão causou alvoroço, um frisson feminino que despertou inveja  e ciúmes de veteranos, homens mais velhos, calibrados  na profissão, lapidados pelos muitos anos de exercício da medicina.
Não era nem alto nem baixo, mediano, simples e bonito. Sua inexperiência exacerbava sua timidez toda vez que se via alvo de olhares e comentários femininos. Tudo lhe era entregue nas mãos, a tempo, mesmo antes de formular qualquer pedido, embalado em gracejos e elogios calientes.
_Solteiro? Sim. Tem namorada? Não. Veio para ficar?
Em menos de um mês teve a vida inventariada num dossiê que rodava todas as clínicas: do CTI à pediatria, do pré-parto à Oncologia. Todo o plantel feminino tomava conta de sua vida. Em pouco tempo acostumou-se com o assédio e burburinho - que embora lhe massageasse o ego - apenas reforçava sua intenção de se manter íntegro, ético e profissional para evitar constrangimentos no serviço. Era quase uma pedra de gelo ao relacionar-se com as funcionárias.
 O tititi inicial foi se arrefecendo, os olhares tornaram-se discretos, os comentários mais comedidos. Essa postura lhe angariou o respeito, admiração e amizade dos demais médicos e médicas, a maioria casados e pais de família. Três anos se passaram; os suspiros sumiram e ele se transformou apenas no Dr. Lindo para colegas e pacientes!
Os comentários picantes, ao contrário do que ele imaginava, continuaram discretos e  sussurrados ao pé do ouvido. E foi um destes, muito atrevido, que a secretária sussurrou para a amiga, técnica de raio-X quando ele assomou no corredor em direção à radiologia.
_ Advinha quem vem vindo direto para cá? A moça perguntou à outra num ventriloquismo safado, abaixando a cabeça e soltando um risinho.
_ Ah se eu o pego sozinha aqui na radiologia...vai voar faíscas radioativas para todos os lados! (risos contidos)
_ Pois não doutor? Lindo, completou em pensamento a secretária. Posso ajudá-lo?
Ele queria saber se os laudos do radiologista estavam concluídos. A moça avisou que ia  verificar  e se dirigiu a outra sala onde ficavam os pareceres das radiografias.
_ Se o senhor quiser entrar e aguardar aqui dentro da secretaria...investiu a outra, rosto enfiado  dentro do armário de arquivo.
Ele entrou, sentou tamborilando os dedos pelo teclado do computador.
_ Não precisa me chamar de senhor...Esbanjou simpatia.
_ É respeito doutor, hierarquia...
Ele se virou e a olhou atentamente, parando os olhos na blusa de onde  mamilos pontiagudos e eretos perfuravam o fino tecido como se estivem prontos para fuga. Seu corpo respondeu de imediato, seu membro enrijeceu de súbito e as faces ficaram rubras. Sua virilha começou a formigar a pelve contrair. Fechou as pernas desconfortável e surpreso.
A mulher ficou calada percebendo o intumescimento do pênis pelo jaleco aberto e a vermelhidão no rosto do médico e comemorou a rapidez com que descartou fora o sutiã tomara-que-caia e o jogou atrás do arquivo ao saber quem se dirigia para o setor.
Ele girou a cadeira para a posição inicial, fechou o jaleco, sentindo o ar impregnado de lascívia, ambos transpirando essências primitivas, erotizantes, altamente sensuais. Não conseguiu pensar em mais nada além da intensa vontade de juntar seu corpo ao dela, amassando-lhe os peitos com seu tórax naquele cubículo! Nervoso com aquele silêncio afrodisíaco e pensamentos angustiantes voltou a tamborilar os dedos no teclado.
_ É a primeira vez que entro na radiologia...Que frase estúpida meu Deus! Criticou-se arrependido.
_ Então vou apresentá-la ao senhor...me acompanha num city-tour?
Colidiram os corpos no início do passeio. Ofegantes, olharam-se nos olhos e estranho, não estavam constrangidos. Apenas febris, a pele exalando odores de sexo e perfume, os pelos eriçados, uma eletricidade cortando-lhes a carne. Roçou o braço de forma brusca e intencional para sentir a rigidez dos mamilos. Uma onda apertou mais sua virilha, nádegas, coxas, reverberando pernas abaixo num espasmo que quase o fez cambalear.
Entraram no corredor: À direita o posto para lanches, seguindo reto a imensa sala de exames com bancada, mochos para análise de exames; na parede negatoscópios e um varal. À esquerda uma porta lateral para acesso de cadeiras de rodas e macas. Na janela à direita o biombo protetor de radiações e atrás dele o banheiro. No meio da sala o moderníssimo aparelho de raios-X.
Ele acompanhava desatento - colado à sua nuca, inundando seu pescoço e orelhas, exalando um odor sensual, quente, vulcânico, sem emitir nenhum som, o olhar colabado nos cabelos presos com uma gominha. Soltou-lhe atrevidamente os cabelos que desmoronaram sobre os ombros. A moça balançou-os ajeitando o penteado com as mãos.
Na outra ponta do corredor, a secretária estacou ao assistir a cena e pé-ante- pé voltou ao seu posto e fechou a porta sem um clique sequer. _ Loucos! Sorriu se colocando a postos para o caso de…
No fundo do cérebro transtornado de tesão e luxúria, sentiram que a secretária se pusera de guarda.
_ E aqui revelamos as chapas...ela informou num gemido quase inaudível _ é a nossa câmara escura. Entraram. Era uma sala padronizada, de bom tamanho, bancadas com armários de estoque e os tanques contendo revelador, água, fixador e água corrente. Logo ao lado varais de secagem. Ela se dirigiu lânguida para a saída altamente estonteante naquele salto alto, dando por encerrada a visita e desligando o interruptor. Súbito uma mão se colocou sobre a sua acendendo as luzes e a puxando de volta para o interior da câmara escura.
Duas mãos lhe esmagaram os seios sobre a blusa de seda. Ofegavam uma urgência impossível de ser contida, incontrolável. Ela fechou a porta, passou o trinco. Ele se desfez do jaleco, agarrando-a forte, assanhando-lhe num frenesi louco os cabelos, beijando sofregamente sua boca, rosto, orelhas, chupando e mordendo seu pescoço. Num só golpe  lhe arrancou a blusa pela cabeça e parou espremendo seus mamilos hirtos entre os dedos, sugando-os, massageando-os com a palma da mão aberta, uma carícia em círculos.
Ela gemia e sussurrava seu prazer no ouvido dele enquanto lhe desabotoava a camisa, o cinto, o zíper do jeans.  Ele se desfez rapidamente das roupas e do tênis All-Star branco e  ajoelhou aos pés dela, deslizando as mãos pelas pernas, joelhos, coxas, sacando fora sua calcinha,  cheirou e sorveu seu odor. Ela fez menção em tirar a saia e o  scarpin; ele a refreou:
_ Fique assim e com os sapatos. Tocou-os admirando a beleza. Ela assentiu enterrando os dedos em sua cabeça e  puxando fortes seus cabelos cheirosos e macios. Ele abocanhou seu sexo por sobre o tecido afundando o rosto naquele estreito de geografia triangular. Ela sentiu a vagina inundada, contraindo loucamente. Segurou-lhe a cabeça naquela posição enquanto uma mão entranhava com força as carnes de suas nádegas e a outra espalhava seus líquidos pelos grandes lábios, clitóris, monte de Vênus, pelos pubianos. Os gemidos eram impossíveis de ser contidos. Urravam de prazer. Sentindo-a pronta ele parou aquela agonia e a comprimiu contra a parede enfiando o pênis granítico entre suas coxas  e grandes lábios muito molhados, um vai e vem  enlouquecedor! Ela era o Nilo e transbordava sua rica fertilidade e fluidos em abundante generosidade. Ele se sentiu pronto, o pênis extremamente duro chegava a doer pedindo a penetração.
Cambaleando e se esfregando avidamente pela parede, o casal chegou à bancada. Antes de sentá-la suspendeu sua saia branca arranhando as laterais de suas coxas  expondo nádegas e seu sexo. Com gestos rápidos sentou a moça; uma perna apoiada no chão, a outra flexionada permitindo que ele a penetrasse profundamente. A cada estocada um gemido, um urro, acompanhado de abraços apertados, cabelos puxados. Entrar e sair pela vagina quente e úmida que se contraía loucamente comendo seu membro viril. Beijos, chupadas e mordiscadas nos mamilos, mãos que se apertavam, apertavam nádegas, pescoço, cabelos. Era uma dança tribal, um combate sexual intenso antecipando e reprimindo o gozo. Ela não resistiu, gozou uma, duas, n. vezes enquanto ele exigia:
_ Goza pra mim! Goza pra mim! Gostosa, goza pra mim!
Por fim ele não mais se conteve e explodiu encharcando-a com seu sêmen espesso, banhando-a de suores e saliva. Corpos trêmulos, músculos espasmódicos, extenuados, tombaram um sobre o outro enquanto respiração e batimentos cardíacos se normalizavam  aos poucos assim como os membros inferiores. Ficou dentro dela extasiado, grudado no seu corpo, muito suado, sorvendo-lhe o delicado e afrodisíaco perfume.
Quando as luzes da câmara escura se apagaram ele já havia partido. No espelho do banheiro, trêmula, trôpega, ela arrumava as roupas, penteava os cabelos, retocava a maquiagem totalmente zonza, inebriada, ainda muito úmida, com toda a musculatura do canal vaginal e pelve numa permanente contratura só ao imaginar quando aconteceria novamente, o sexo mais caliente e perfeito que tiveram na câmara escura!