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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

BRASIL:rumorejando ASSERTIVIDADE E RESILIÊNCIA.

RESILIENTE versus ASSERTIVO
Marina da Silva

Quase pulei da cadeira! Uma frase firme e enfática sobre compra/venda/revenda e lá estavam elas, as palavrinhas de merda que na era globalizada fazem parte do vocabulário de qualquer “consultor”, pessoas que sabem nada de coisa alguma e recebem alta grana para falar bobagens em empresas sobre motivação e cooperação no trabalho: resiliência e assertividade.
Assim como existem palavras doces, cruéis, suaves, pesadas, torpes, delicadas, amargas, solidárias, hostis, engraçadas, safadas etc e tal, existem palavras de merda, chatas, cacete!
_Você não está sendo assertiva! Disse a ela o homem. Eram dois colaboradores de uma tal empresa no saguão de um hotel de negócios em Curitiba, onde eu estava a passeio, mas, trabalhando num artigo para publicar no blog. Era uma área aberta para cafezinho ou uma bebida, um jornal, enquanto se aguarda qualquer coisa.
Ela no mesmo tom alto e nada condescendente, retrucou que o problema dele era resiliência! A temática da discussão era um assunto imbecil, destes em que as partes estão mais preocupadas em F*@.com  o colega do que jogar no mesmo Team, na mesma equipe, como quer o mundo empresarial que exterminou chefias e gerências e formou equipes de colaboração que jogam o mesmo jogo disputando o emprego para resolver tarefa simplórias. E a tarefa em questão era reportar ao técnico, o líder da equipe de compra/venda/revenda qual o valor usado para cálculo do preço que a empresa fornecedora usava para a revendedora e esta para clientes e tirar a média de lucro. Os dois colaboradores, laptop na mesa, Iphones a postos se digladiavam sem se importar com as outras pessoas presentes que tentavam ler jornais, assistir  Tv, conversar ou publicar um artigo no blog. Embora tentassem fazer parecer que o assunto deles era de transcendental importância para o J. P. Morgan, Banco Saches, agência Fitch & Moods, índice Dow Jones/bolsa de Nova Iorque, a verdade é que o mega cálculo que o assertivo e a resiliente deviam fazer envolvia meramente razão, proporção, regra de três simples, média aritmética e cálculo de lucro, disciplina do ensino médio! Mas ambos os dois,  querendo ferrar um com o outro e fazer bonito para o grande líder transformaram o recanto de café e paz em campo de batalha e briga de torcida de futebol de terceira divisão! Falavam a mesma coisa de trás para frente usando palavras supérfluas, insípidas e inócuas. Não contente com a falta de assertividade de ambos, a resiliente resolveu acabar com a pendenga ligando para o supervisor, pedindo mediação em alto, bom som e em viva voz! Como nenhum dos argumentos tinha força para se impor sobre o outro, a esperteza, ops, resiliência, venceu a força, uia, assertividade. A colaboradora cheia de lábia enrolou o supervisor numa teia de informações complexas de nada e ele para se ver livre dos dois bateu o martelo assertivamente.
O resiliente, mesmo levando uma assertivada na cabeça não se deu por vencido e ambos, assertivo e resiliente continuaram cada um e cada qual defendendo teses doutorais sobre o mesmo caminho, uma linha reta, para o cálculo absurdo de regra de três! Haja resiliência! Sem muito saco, após varias olhadas intimidativas, que eles assertivamente ignoraram- regra egoística geral no mundo da alta competitividade- os demais mortais a passeio ou a trabalho em Curitiba partiram em debandada para o outro lado da sala ou mesmo para a rua!
Eles ficaram lá naquela pendenga inútil desperdiçando qualidade de vida e um dia maravilhoso até que o colaborador fingindo educação partiu para o elevador. A colaboradora ficou lá, triunfante; extremamente só, com sorriso bobo num rosto babaca, feliz por ter vencido o adversário esquecendo-se totalmente que estavam no mesmo jogo e lado do campo!

Afff! Senti raiva, pena, dó e...saí atrás do sol curitibano. Não há assertividade ou resiliência que resista à bela capital do Paraná que merece as mais belas palavras pela beleza, limpeza, organização, riqueza de parques, praças, bosques e sua gente! É lógico que Curitiba padece dos problemas de toda grande cidade, metrópole, megalópole, mas vê-se que é melhor administrada do que Belo Horizonte, só a título de exemplo, cuja palavra que me vem a cabeça para descrever é: “desadministrada”!