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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

RUMOREJANDO COM JOSÉ ZOKNER, O JUCA!


RUMOREJANDO


PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.


Constatação I
Deu na mídia: “Segundo levantamento recente do IBGE, o Brasil ainda tem um milhão de crianças sem escola”. A mídia pela enésima vez esqueceu-se de acrescentar: viva “nóis”.

Constatação II (De um pseudo-soneto).

              Diálogos conjugais

Ela me desejou os piores e terríveis augúrios

E que eu fazia parte de agrupamentos espúrios

Só porque eu ia jogar truco com os meus amigos.

“Você volta tarde e eu fico só com meus inimigos”.


“Inimigos?” Questionei admirado. “Desde quando?

Ela me respondeu, toda chorosa, se lamentando:

“É que eu sempre converso com os meus botões

E eles somente me apresentam desditas, senões”.


“Vamos arrumar um cachorro pra você ter um companheiro

Enquanto eu me fatigo, me esforço, sofrendo com o parceiro

Para não perdermos uma difícil, científica e laboriosa jogada.


Você não desconhece que meus troféus que ganhei no truco

Me custaram sangue, suor e lágrimas, me deixando maluco

Agora não posso deixar de honrar essa custosa empreitada”.


Constatação III (De conselhos úteis).

Não confunda crise com crase, até porque se houver na escrita crise de conhecimento do emprego da crase ou omissão dela, por esquecimento, por exemplo, a frase poderá transformar a falta da crase em artigo definido. Aí, a frase poderá entrar em crise e ficar indefinida, mal interpretada, capenga e outros epítetos desse jaez. De nada!

Constatação IV (Tenho dito!).

Seja cristão, muçulmano, budista,

Hindu, sikhs, bahal, jainista,

Judeu, zoroastrita ou confucionista

E outros que façam parte de alguma lista

Que se comportem de maneira altruísta

E não façam catequese, proselitismo,

Doutrinação, ensinamento e apostolado

Que seria desagradável, um caradurismo.

E, cada pessoa, opte como quer ser liderado.

Constatação V (De razões e proporções matemáticas para determinar diversas expressões algébricas de fatos, coisas e pessoas).

O celibato, civil ou religioso, está para a pedofília, assim como o casamento, civil ou religioso, está para uma fria. Quem quiser a expressão algébrica de uma das definições é só multiplicar cruzado e tirar o seu valor para um dos membros da igualdade. Elementar meu povo...

Constatação VI (De um trágico pseudo-soneto).

           De dramas conjugais

Com passos trôpegos ele subiu a escada
Se agarrando com as mãos no corrimão
A mulher o aguardava triste e amuada
Com um assustador rolo de macarrão.


Ela ironizando, fazendo troça, tirou um sarro,
Antes de baixar a sua arma, o temível porrete:
“Você não ia voltar logo, após comprar cigarro?”
E tacou-lhe no ‘lombo’ o assim chamado cacete.


Ele, enquanto tentava se defender com as mãos, ponderou:
“Querida, você tem que levar em conta que a carne é fraca
Por isso tem que me perdoar porque, veja, vivo cá estou”.


“Quando casamos você se comportava de modo assaz querido
Passados tantos anos você mudou como seu eu fosse uma bruaca*
“E quer saber, há muito tempo, você deveria ter se mandado, se ido**”.

*Bruaca = “ substantivo feminino

Regionalismo: Brasil.

1 cada um dos sacos ou das malas rústicas de couro cru us. para transportar objetos, víveres e mercadorias sobre bestas, e que se prendem, a cada lado, nas suas cangalhas, ou vão atravessadas na traseira da sela (mais us. no pl.)

2 bolsa de couro cru que se usa a tiracolo

3 Uso: informal, pejorativo.

mulher idosa e feia

4 Uso: informal, pejorativo.

mulher maldosa, faladeira, geralmente idosa

5 Uso: informal, pejorativo.

prostituta mais velha, decadente, feia

6 Uso: informal.

roupa velha

6.1 Derivação: freqüentemente. Uso: informal.

paletó surrado (Houaiss).

**Quem achar que ela foi muito condescendente, muito benevolente ao dizer para o assim chamado maridão: “E quer saber, há muito tempo, você deveria ter se mandado, se ido”, poderá substituir, desde que esteja p. da vida com o seu – dele – proceder por algo mais drástico” e, claro, sem prejudicar a rima como, por exemplo: “E quer saber, há muito tempo, você já deveria ter morrido”.

Constatação VII (De outro pseudo-soneto também trágico, dedicado a este latino-americano, prêmio Nobel de Literatura, apodado Gabo).

              A espera e a esperança.

À época, ele declarou à, então, gata que por ela sentiu

Um comboio de amor infinito, de muito afeto e de paixão.

Como ‘empréstimo’, levou o seu economizado dinheiro e sumiu

Deixando, como não poderia deixar de ser, a coitada na mão.


Ela, parecendo de Gabriel Garcia Márquez o personagem

Do livro Amor nos tempos de cólera, o Florentino,

Que esperou mais de 53 anos pela Firmina, com coragem

Numa inimaginável fidelidade ao trampa*, àquele vivaldino**.


Analogamente ao Firmino foi um tempo muito largo

Onde ambos ficaram sofrendo em uma terrível solidão

E, evidentemente que deixa qualquer mortal amargo.


Eis que depois de tanto tempo, de tanta espera ele quis voltar

Ela achou que ele viria por sua causa e para, claro, pedir perdão.

Qual o quê! Ele havia voltado para mais ‘empréstimo’ solicitar...


*Trampa = “ substantivo feminino

Diacronismo: antigo.

1 engano doloso; trapaça, velhacaria

Ex.: custou a perceber as trampas de seu sócio

2 Regionalismo: Rio Grande do Sul.

armadilha usado na caça” (Houaiss).

**Vivaldino = “ substantivo masculino

Regionalismo: Brasil. Uso: informal.

pessoa muito esperta; pessoa que age com astúcia ou malandragem; espertalhão” (Houaiss).

Constatação VIII

Em alguns países, ao invés de haver disputas para ver quem é mais rápido nos jogos olímpicos, por exemplo, a disputa é para ver quem é mais “rápido no gatilho”. Vige!

Constatação IX (De um quase pseudo-soneto).

            Loba

Ela já cinquentona

Com jeito de matrona

Era o tipo da folgazona

Se achando a mocetona.


Passeava pela praia

Usando uma minissaia

De transparente cambraia

E caía, às vezes, na gandaia.


O marido, coitado

Ficava irritado

Com aquele gingado

Que o deixava obumbrado*


Em um dia de forte calor, de canícula

Ele com problema de dor na vesícula

Achando ela insensata, cafona, ridícula

Agiu como havia visto numa película**.


*Obumbrado = “ adjetivo

que se obumbrou; obscurecido, sombreado, anuviado (Aurélio).

**Lamentavelmente Rumorejando não conseguiu averiguar qual película, em qual cinema, muito menos em qual cena para informar aos seus prezados leitores como foi que ele agiu. Se alguém tiver essa informação, por favor, comentários no blog. Obrigado.

Constatação X

Em Curitiba, não adianta fazer sinal com a seta para mudar de faixa porque os carros não te cedem o passo; também é difícil entender porque muitos carros e motos trafegam à noite com o farol alto, ofuscando a vista de quem vem em sentido contrário. Também não se considera o pedestre prioritário como em Florianópolis e Brasília. Se alguém souber explicar, por favor, comentários no blog. Obrigado.

Constatação XI

Este assim chamado escriba, que não é muito entendido em futebol, pergunta para quem se dispor a responder: O jogador que tira uma lateral pode pôr os pés no risco e até quase dentro do campo? No meu tempo, quando isso acontecia o juiz dava reversão. Comentários no blog. Obrigado.

Constatação XII (De mais um pseudo-soneto).

           Uma espécie de olimpíada

Com todo o meu carinho, meu amor, minha paixão

Tiver que fazer uma angioplastia no meu coração

Pelo desdém, pelo desapreço, pelo alto desprezo

Dela me trocar por um rico da Cortina D’Ampezzo.


Eu um joão-ninguém, um pé de chinelo, um pé rapado

Não poderia concorrer com um ricaço, um bem abonado.

Que possuía um iate de ene pés e um avião a jato particular,

Além de uma mansão na Costa Azzurra e em Viña Del Mar.


Evidentemente que fiquei triste, chateado, desenxabido

Com esse abandono, esse bandeamento, essa deserção,

Mas tomei a resolução de ir brigar, de lutar de modo renhido.


Arrumei, então, outra gatona com pinta de uma aristocrata

Para fazer ciúme, inveja, despeito àquele ingrato mulherão.

A nova namorada se deu conta e me mandou plantar batata.


Constatação XIII

Deu na mídia, mais precisamente em reportagem de Camilla Haddad, de O Estado de S.Paulo: “Universitários de classe média são presos por sequestros relâmpagos no Brooklin. Entre os detidos também está a mãe de um dos acusados, que, segundo a polícia, recebeu do filho um Honda Fit com placas clonadas. De dia, eram vistos como universitários estudiosos, faziam estágio em escritórios de grandes empresas e mantinham uma vida acima de qualquer suspeita. À noite, praticavam sequestros relâmpagos no Brooklin, na zona sul da capital paulista. Esse é o perfil de uma quadrilha que a polícia prendeu, acusada de praticar mais de 40 sequestros naquela região neste ano”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que existe em nosso país uma pandemia de mau-caratismo, baseada nos exemplos ‘dignificantes’ dos nossos ‘bravos’ políticos que estão fazendo escola. Vige!

Constatação XIV (De uma quadrinha nesses tempos de eleições para prefeito e vereador. No entanto, vale também para outras eleições...).

Eu faço promessas que sei que não cumprirei

Mas o grande negócio é ganhar as eleições.

Depois, se for instado, irei confessar que errei

Sem dizer que quem me elegeu foram bundões.

Constatação XV (Quadrinha para ser recitada pelo governo que não está nem aí para a reivindicação dos professores).

Pouco importa se a turma não tem aula, não estuda

Quanto mais ignorante, fica mais fácil de manipular.

Essas greves dos professores viram um deus-nos-acuda

E, se necessário, a gente pede à polícia o cacete baixar.

Constatação XVI (Quadrinha dedicada àqueles que utilizam propaganda enganosa).

A liquidação daquela loja

Era somente pra inglês ver

Aumentaram o preço da soja

E depois baixaram para vender.

Constatação XVII (De uma quadrinha essencialmente explicativa).

O site da Globo há tempos vem apelando

Com muita pornografia em exibicionismo

Não é o caso deste blog de Rumorejando

Que tem algum pseudo-soneto com erotismo.

Constatação XVIII (De uma quadrinha que trata de melhorar a cultura da gente).

Estar em Londres para assistir os jogos na Olimpíada

Deve ter sido assaz e bem agradável como entretenimento

Mas para melhorar a cultura é bom ler também a Ilíada

Que Homero (?) deve ter tido inspiração naquele momento.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

www.rimasprimas.com.br

SALVE JUCA!