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terça-feira, 15 de setembro de 2015

BRAZIL TERCEIRIZADO: MUNDO DO TRABALHO LIFESTYLE $1,99

TERCEIRIZAÇÃO
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www.google.com.br/images. Coco Chanel (1883-1971)
“A moda não é algo presente apenas nas roupas. A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com idéias, a forma como vivemos, o que está acontecendo.” 

Marina da Silva

 Coco Chanel, um ícone da alta costura, famosa pelo estilo, elegância e posturas inovadoras, voltou de sua visita aos Estados Unidos, impressionada com o mundo novo, onde lindas mocinhas davam notícias trágicas sem jamais desmanchar os largos e belos sorrisos. 
E me senti assim em meados dos anos noventa, final do século XX, tal qual Coco Chanel, só que enojada, ao assistir a lavagem cerebral global dando força à terceirização [sinônimo de precarização],numa série de reportagens sobre todas as maravilhas que a terceirização de serviços  viria e estava proporcionando às grandes empresas no Brasil, entre elas, a desoneração dos encargos sociais sobre os trabalhadores, o tal custo Brasil. 


"Essa nova modalidade de prestação de serviços é chamada por Pochmann de "superterceirização". De acordo com números divulgados pelo economista, em 1985, apenas 2,9% dos trabalhadores das empresas de terceirização se encaixavam nesse perfil. Em 2005, o número subiu para 41,9%. "O crescimento em larga escala em tão pouco tempo é um fenômeno inédito", considera o economista. A diminuição na média de trabalhadores empregados nas empresas que prestam serviços terceirizados também reflete o fenômeno. Em 1985, essas companhias empregavam, em média, 235 pessoas. Em 1995, o número caiu para 74, e hoje está em 67. Segundo Pochmann, ex-secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade do Município de São Paulo, isso mostra o crescimento no número de empreendimentos menores, que prestam serviços mais especializados, em geral associados à atividade-fim da empresa para a qual trabalham. As prestadoras de serviços básicos, como segurança e limpeza, costumam empregar mais pessoas.
"http://reporterbrasil.org.br/2007/04/estudo-revela-explosao-da-superterceirizacao/
 
www.google.com.br/images.  No serviço público, geralmente, um(a) trabalhador(a) terceirizado(a) recebe em média 1/5 do salário sem gratificações dos trabalhadores efetivos.

"É um ganho de mão-dupla"- alardeavam, tanto para as grandes como para as sub-contratadas, que não têm lá assim um grande compromisso com os tais encargos sociais, haja vista, o aumento no número de processos e reclamações trabalhistas, que, alguns espertalhões obtusos, tentaram nos impor como a falência do Judiciário trabalhista; quando na verdade, queriam colocar um véu na selvagem exploração do trabalho que vem ocorrendo no capitalismo flexível, globalizado, nome dado à atual fase de acumulação de capitais. 
O  ex-casal vinte do Jornal Nacional (William Bonner e Fátima Bernades) merecia 100, tanto pelo bacharelado em culto e louvor, quanto pelo doutoramento em adoração e missão _ cumpridas com belos e largos sorrisos. Como prêmios, Fátima ganhou um Encontro, programa matinal chulo e o posto de  apresentadora mais mal vestida e baranga da tevê brasileira (dado por mim pelo modelito do dia 14-09-2015)!
www.google.com.br/images. "Helder Santos Amorim e Luís Camargo são, respectivamente, procurador do Trabalho em Minas Gerais e procurador-geral do Trabalho e professor no Centro Universitário Iesb, em Brasília."

 Se jogarmos fora o véu, ou melhor, a burca, termo mais apropriado, o que fica exposto em carne viva, é o alto grau de exploração do trabalho nas relações com empresas terceirizadas, destaque para a exploração da mão-de-obra feminina; sinônimo de baixos salários, condições insalubres, precárias, pouca ou nenhuma proteção social, jornadas longas, aumento do número de acidentes no trabalho, etc. 
Embora o brilhantismo dos atores do "jornalismo nobre" busque repassar à população outra ideia, o que vem ocorrendo no mundo é: empresas de primeira usando empresas de segunda exploram de forma cada vez mais desumana homens, mulheres e até crianças, transformando-os em seres de terceira com uma qualidade de vida de quinta categoria. Se levarmos em conta, dados recentes do IBGE, apresentados com muito charme e elegância pelas mesmas bocas, como: os negros (inclusos pardos e mestiços) recebem menos que os brancos e as mulheres menos que os homens, então a precarização do trabalho é muitíssimo pior do que se possa imaginar ou do que os sorrisos consigam esconder.
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www.google.com.br/images. Moda genérica, Lifestyle 1.99, baranga. Livrai-nos todos nós.Amém!