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quarta-feira, 10 de abril de 2013

BRAZIL: RUMOREJANDO...


RUMOREJANDO

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José [Juca] Zokner 

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (Esclarecimento assaz necessário ou adendo às recomendações papais).
Deu na mídia: “Papa ressalta a importância da confissão”. No entanto, o Papa não esclareceu que tal proceder deve ser feito para os padres da paróquia, já que estes mantém o segredo da confissão. Afinal, se o marido, ou a mulher, confessar ao seu cônjuge o que anda fazendo, poderá, até, dar bode.
Constatação II (De diálogos conjugais).
-“Eu queria comer uma manga, mas não queria comer uma inteira. Você come a metade?”
-“Como”.
-“Eu queria comer uma manga, mas não queria comer uma inteira. Você come a metade?”
-“Já disse que sim”.
-“Ah, bom. Eu havia entendido que você não havia escutado, já que nunca presta atenção ao que eu falo, pois não tira os olhos da tela desse maldito computador”.
-“Como?”
Constatação III (Teoria da Relatividade para principiantes).
É muito melhor que roubem os cabos telefônicos do seu bairro, impedindo, dessa maneira, que você possa se comunicar por esse meio do que você ser sequestrado, ficando, na melhor das hipóteses, incomunicável...
Constatação IV
Quem não conhece a Literatura de Cordel, particularmente um dos seus maiores autores, Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido pelo pseudônimo de Patativa do Assaré, ou do professor Paulo Roxo Barja (
http://cordeisjoseenses.blogspot.com.br/) não sabe o que está perdendo. Tenho dito!
Constatação V
Ela fazia
Firula
Enquanto 
Ele, em pranto,
Lia
A bula
Do remédio
Contra assédio*.
* Perdão, estimados leitores, mas não foi possível detectar qual tipo de assédio. Tão logo Rumorejando se inteire do tipo providenciará incontinente o repasse para conhecimento dos seus estimados retro mencionados leitores.
Constatação VI
Rico tergiversa; pobre, enrola.
Constatação VII (De diálogos entre não revelados).
-“Qual a semelhança entre marginais e certos vizinhos pianistas?”
-“Não sei”.
-“Ambos agridem”.
-“Ah bom, quer dizer, ah ruim, quer dizer, ah ruim, mesmo”.
Constatação VIII (De uma quadrinha que pode ser recitada por aí, ou não. Você decide).
O leite de cabra é tão calórico
Que o cara que toma engorda
E fica um bonachão eufórico
Que por aí, pinta e borda.
Constatação IX
Rica rebola; pobre saracoteia.
Constatação X
Deu na mídia, mais precisamente na Sic Notícias (Portugal): “Em três meses de funcionamento, o sistema informático que permite a notificação de eventos adversos em instituições de saúde já registrou cerca de 80 erros médicos. As notificações mais recorrentes dizem respeito a "comportamentos", "quedas" e "infecções associadas aos cuidados de saúde". Os dados foram inseridos de forma anônima por qualquer cidadão, incluindo médicos, enfermeiros e farmacêuticos. O objetivo é analisar as situações relatadas e corrigi-las no futuro sem punir os profissionais de saúde em causa. A inscrição dos hospitais e centros de saúde neste sistema é voluntária, até ao momento aderiram apenas 11 instituições de saúde”. Novo comentário de Rumorejando: Vige!
Constatação XI
Rico usa de franqueza; pobre, fala mal.
Constatação XII (Recíproca semiverdadeira).
O orgulho desmesurado, fatalmente, transforma-se em burrice; a burrice desmesurada, eventualmente, se transforma em orgulho.
Constatação XIII
A jornada
Foi na base
De aguentar
O mau-humor
Do patrão,
Aquele estupor,
Aquele paspalhão
Que tava na fase,
Bastante adiantada,
De se separar
Do seu pretenso amor,
O empolado
Vice-diretor.
Coitada!
Coitado!
Constatação XIV
Deu, no mesmo dia, na mídia: “Grande São Paulo tem dois milhões de desempregados” e “Lula diz que ‘sem a pressa dos apressados’ cumprirá as promessas”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas isso faz lembrar aquela história, já contada anteriormente em Rumorejando, de que as galinhas foram falar com São Pedro, se queixando da maneira, diferentemente de outros seres, que elas tinham relações sexuais e pedindo a sua mudança. São Pedro coçou a carapinha e disse: “De fato, eu nunca tinha me dado conta disso. Vou criar um grupo de trabalho para tratar dessa reclamação e reivindicação de vocês”. “E enquanto isso como é que fica”, perguntaram as galinhas. “Enquanto isso, vocês continuam tomando no...”
Constatação XV
E já que falamos no assunto, os jovens brasileiros estão migrando para outros países, mormente Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália, em busca de empregos. Só quem foi obrigado a abandonar o lugar onde nasceu, suas raízes, seus familiares sabe o quanto é dolorida essa decisão. Tal fato induz que a frase fascistóide, que a incauta classe média colava nos seus carros, no tempo da ditadura militar “Brasil Ame-o ou Deixe-o” seja mudada para: Brasil, Ame-o e Deixe-o. Lamentável!
Constatação XVI (Ah, esse nosso vernáculo).
Ele meteu os pés pelas mãos quando foi aos pés e não lavou as mãos.
Constatação XVII
“Você é um portento”,
Provocou nela
Um descontentamento
E ela reagiu
De maneira
Que deixou
Sequela
No nosso relacionamento,
Pois ela redarguiu,
Amuada,
Sem mais nem o quê:
“Não diga asneira.
Isso é pura balela!
Vá pra pê que pê.
Que malcriada!
Constatação XVIII
Deu na mídia, mais precisamente na Google: “Um vazamento de milhões de e-mails e documentos da indústria financeira expôs as identidades de milhares de usuários de paraísos fiscais em todo o mundo – entre os quais ministros, presidentes e empresas”. Comentário de Rumorejando: Vige!

DÚVIDAS CRUCIAIS VIA PSEUDO-HAICAIS.

Dúvida I (Efetivamente crucial).
Patológico
É uma espécie de marreco
Digital ou analógico?
Dúvida II
Cochilou a defesa
Aí o gol já não foi
De tanta destreza?
Dúvida III
Ela, de tão empertigada,
Tinha um andar que
Parecia estar emperrada?
Dúvida IV
Ele, de tão empertigado,
Tinha um andar que parecia
Estar com o freio de mão puxado?
Dúvida V
Herança denominada maldita
É aquela que provoca num
Pretenso herdeiro muita grita?
Dúvida VI
Votou,
Com esperança,
E se ferrou?
Dúvida VII
Furacões, ciclones e tornados,
Em nosso sofrido país, não irá
Nos deixar ainda mais relegados?
Dúvida VIII
Quem o paraíso celestial
Promete, será que, também,
Fornece o respectivo aval?
Dúvida IX
Os campeonatos regionais
Despertam tanto interesse quanto
Aos curitibanos os carnavais?
Dúvida X
Ser deputado ou senador
É melhor ou pior negócio do que
Ser um comissionado vendedor?
Dúvida XI
“Língua de trapo”,
Ele chamou a sogra,
Antes de levar um sopapo?
Dúvida XII
Chamavam de “perna de pau”,
Não o pirata do carnaval,
Mas o jogador que jogava mal?
Dúvida XIII
O jogador que pisa na bola,
Literalmente, ele pisou na bola
Duas vezes? É o que por aí rola?
Dúvida XIV
A gente fica convencido
Que, cada vez mais e mais,
Está fod, digo, perdido?
Dúvida XV
Na era da escravidão, sem glória,
As pessoas achavam que
Perdiam a liteira da história?
Dúvida XVI
Chorava, em vão, a carpideira
Pelo leite derramado
Da nova leiteira?

FÁBULA CONFABULADA, INDIGNA DO GURU MILLÔR.

Numa pequena província chinesa, cuja localização geográfica, para orientação de nossos leitores, se achava não muito longe do rio Amarelo, mas também não tão perto, vivia uma família constituída pelo pai Voy Leh Men Shen, pela mãe Lah Teh She Mensh e pelo filho Kley Neh Nuz. O casal trabalhava a terra e o filho estudava e ajudava os pais. Pelo que auferiam labutando, os ganhos só eram suficientes – e tão somente – para a própria subsistência. Por isso, a família que não tinha muito tempo para entretenimento, lazer e coisas afins. Estes eram desfrutados, apenas, através de uma velha televisão, ainda em preto e branco, mormente acompanhado através de novelas que eram originarias de um longínquo país, chamado Brasil que eles, como todo chinês que não dispõe da letra erre em seu alfabeto, pronunciavam Blasil. Mas tal não tem nada a ver com a nossa história.
A Voy Leh Mensh não agradava o regime econômico-social chinês, principalmente após assistir as novelas que mostravam os personagens tomando o desjejum farto ou quando a cena se passava em hospitais, onde estes eram impecáveis em matéria de atendimento ao doente, em higiene e asseio. Quando a China de uma república socialista, governada pelo Partido Comunista sob um sistema de partido único introduziu novas reformas econômicas tornou-se uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, se tornando um dos maiores exportador de mercadorias do planeta. Evidentemente ocorreu uma diminuição da pobreza de maneira tal que se retirou cerca de 150 milhões de camponeses da pobreza o que afetou positivamente a família de Voy Leh Men Shen. A melhoria de vida deixou-o obnubilado e as delicias do bem-estar subiu à sua cabeça e ele se candidatou a um alto cargo público. E como era bem visto por todos não teve problemas em ser o indicado. Diante de um elevado orçamento para gerir, cujo valor não estava familiarizado e com a ambição exacerbada começou, como acontece em certos países, a querer misturar o dele – que era bem razoável – com o dinheiro público. Em uma das novelas que continuava assistindo e, agora, em uma televisão em cores, descobriu a figura no Blasil, do “Laranja”. E cooptando vários amigos, ainda pobretões, aumentou a sua riqueza, mas em nome deles. Mais tarde, os assim chamados “Laranjas” se apoderaram do dinheiro, recusando a devolvê-lo ao seu ilegítimo dono. Quando a fraude foi descoberta, Voy Leh Men Shen foi a julgamento e instado a devolver o dinheiro. Voy Leu Men Shen alegou que parte dele estava em nome de terceiros. Estes, então, também foram presos e tiveram todos que devolver o dinheiro o que foi feito, ainda que não em sua totalidade, já que alguns não mais dispunham integralmente do numerário auferido. O juiz disse que, em fatos assim, na China, se condena as pessoas à morte, mas, no presente caso, como todos devolveram parcialmente o dinheiro e se comprometeram em devolver o restante, Voy Leh Men Shen foi condenado a 100 anos de prisão em regime fechado e os demais foram postos em liberdade. Ao proferir as sentenças o juiz – Loh Mah Tan Tzen, esse é o seu nome – justificou a liberdade dos “Laranjas”, afirmando categórico: “Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.
Moral: O crime, na China, para alguns, às vezes, compensa. Para outros, em certos países, sempre...
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