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sábado, 29 de outubro de 2011

BRAZIL. TRANSPORTE PÚBLICO: A ZORRA TOTAL!

 TRANSPORTE PÚBLICO: A ZORRA TOTAL!
www.google.com.br/images. "Tempos modernos- 1936". Chaplin e toda a sua genialidade ao denunciar as condições desumanas a que são submetidos os trabalhadores em tempos de "produção em massa"!
Marina da Silva
Antes de torcer o nariz e desistir de ler este artigo porque está cansado desta xurumela, é chover no molhado, saiba que  não se pretende aqui discutir os porquês da péssima qualidade deste serviço público, realizado por concessionárias familiares (leia-se máfias) oferecido aos cidadãos! É uma .ôrra total, federal e todo mundo sabe disso, principalmente nossos administradores (os políticos) muitos deles proprietários dos meios de transporte que carregam como carga de lixo a população. A discussão que se pretende aqui é outra e está relacionada a um dos perrengues que sofrem as mulheres (de todas as idades) ao utilizarem metrôs e busão! Relada “empurra- empurra”, encostadinha, esfregada, poste para ejaculação e gozo masculino é talvez o mais asqueroso aviltamento que meninas, moças, mulheres adultas, idosas e quiçá bebês, suportam diuturnamente no transporte público urbano de cidades grandes, metrópoles e megalópoles brasileiras. Volta e meia vira notícia 1.99, vendida a 0.25/0.50 centavos e invade a mídia. Quem não se lembra dos ataques as cariocas que levou a ideia de apartar homens e mulheres nos vagões do metrô do Rio de Janeiro? Hoje virou zorra total no metrô do Brazil classe C, um quadro humorístico (?) global que brinca (?) com esse perrengue feminino! O mais recente é:
SÃO PAULO - Um advogado de 46 anos foi preso na noite desta sexta-feira acusado de molestar uma estudante de 21 anos dentro de um vagão na Linha 3-Vermelha (Itaquera-Barra Funda) do Metrô de São Paulo. Walter Dias Cordeiro Júnior teria colocado o órgão genital para fora da calça e passou a esfregá-lo na vítima...”

                                      
                                                     www.google.com.br/images Isto é o lado de fora, imagine o perrengue dentro dos vagões!

Se o estupro é inevitável... relaxa e goza, dizem os políticos; solta a mão na cara do safado (lógico se você conseguir identificá-lo num busú ou vagão hiper lotado); faça um zorra total que terá ajuda; não banque a DI, donzela indefesa; desce o braço; leve agulhas, estiletes, facas, canivetes, serve chaves, alicate de unha, soco inglês; dê um tiro no tarado! Protejam-se! Berram homens e mulheres; acione a polícia, a justiça, os políticos em que você votou... etc e tal e o escambal também! Um homem ao expor ou não os “documentos” eretos, relar, empurrar, encostar, esfregar, ejacular sobre mulheres no transporte público, de tão banal já se naturalizou!
Jovem assediada no metrô ataca quadro do 'Zorra Total'
"A jovem que acusa um advogado de 46 anos de tê-la atacado sexualmente em um trem no metrô de São Paulo, no último dia 14, diz que acha um desrespeito o quadro do humorístico "Zorra Total", da TV Globo, que faz piada com o empurra-empurra no metrô”.
www.google.com.br/images  Rodrigo Sant”Anna e Thalita Carauta fazem a dupla Valéria e Janete na Zorra Total. Preste atenção em Valéria (Rodrigo) porque esta a ÚNICA forma aceitável/tolerável do homossexualismo na vida real do Brazil. Quando o assunto é a homoafetividade e união homoafetiva impera a intolerância, discriminação, violência e assassinatos!
As mulheres que deixam são porque gostam, as que calam... consentem, as que botam a boca no trombone querem aparecer! Melancia na cabeça ou... BBB! O programa Zorra Total tem culpa, deve sair do ar? Censura neles? Você decide?

www.google.com.br   Valéria e Janete, que fófis!!!!

 CLARO... que a questão do “empurra-empurra”, não é tão simplória que  possa ser eliminada do nosso cotidiano ligando 0800801 para acabar com o programa ou 0800802 para manter o programa no ar. Custo da ligação? Sua audiência.

                                    www.google.com.br/images. "Assim caminha a humanidade..."
A violência contra mulheres é histórica, universal, faz parte do processo de humanização e construção da sociabilidade humana - uns 5 milênios- que envolvem o processo civilizatório e o lugar/papel ocupado pela mulher na sociedade sempre em descompasso com  o dos homens: sub-representadas política e economicamente, às mulheres são destinados os trabalhos precários, os baixos salários e sofrem no dia-a-dia violências várias: física, psíquica, econômica, política, cultural, sexual!
 Assédios vários sofrem as mulheres no mundo todo. No Brazil quem ama mata e quem não ama.. também!

                                       
                                         www.google.com.br/images Quando uma imagem vale mais que mil palavras...
“A auxiliar de serviços gerais Layla Maria de Oliveira Souza, de 24 anos, foi agredida, teve os cabelos cortados e, após ser acorrentada, levou três tiros. Ela passou a madrugada no Hospital Pronto-Socorro João XXIII, mas foi liberada pela manhã. "Ele me acorrentou pelos pés do lado de fora da casa e colocou fogo na sala e na cozinha. Depois, chegou perto de mim e deu três tiros", contou Layla. No entanto, ao ver o pai atirando, o menino teria implorado a ele que não matasse a mãe”. BH.MG.25-06-11
Três irmãs foram encontradas mortas dentro de casa, domingo (28) à tarde, em Uberaba, Minas Gerais. Os corpos das mulheres, de 50, 59 e 67 anos, foram encontrados na varanda nos fundos da residência com ferimentos pelo corpo causados por um objeto cortante, parecido com uma foice.Uberaba/MG. 29-08-11

Duas mulheres foram mortas no sábado (21), em lugares distintos de Divinópolis, na região centro-oeste de Minas Gerais. Há suspeitas de que os crimes podem ter sido passionais.Divinópolis/MG. 21-05-2011

Uma mulher de 46 anos foi estuprada na noite de anteontem em Ibirité. Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu no bairro Piratininga. O estuprador, armado com uma faca, rendeu a vítima na rua e a levou para trás de um carro, onde a violentou.Ibirité. RMBH/MG. 23-10-11
Uma adolescente de 17 anos foi assassinada ontem na casa onde morava, no bairro Santa Margarida, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. 23-10-11
Então, o “empurra-empurra”, a relada a encostada, a gozada não são tão inocentes e naturais como possa parecer na mídia, com ou sem humor! Por que se pode infligir tanta violência contra mulheres? Por que muitas de nós não reagimos ou achamos “normal”? Por que não vamos à polícia denunciar o abuso?
                        
www.google.com.br/images juiz edilson rumbelsperger rodrigues não aplica a Lei Maria da Penha porque está na Bíblia que a mulher é inferior ao homem e sua serva e escrava. O direito divino (canônico)  é inquestionável e a associação dos magistrados mineiros apóia incondicionalmente esta figura questionando o Conselho Nacional de Justiça que o afastou.ESTA É A CARA DA JUSTIÇA PARA AS MULHERES MINEIRAS! A violência contra mulheres aqui é tão descomunal, que os jornalecos usam o sangue das mineiras para colorir suas páginas!
Por que as mulheres podem ser reladas, esfregadas, apanhar, serem violentadas, assassinadas com crueldade pelos homens, inclusive os da própria família? Por que reagem e por que não reagem? Por que o empurra-empurra no metrô central do Brazil é uma zorra total e muitos se ofendem com a indignação feminina?
O que uma mulher sente diante desta agressão? Como lutar contra ela? Como culpabilizar judicialmente ou desculpabilizar os homens (de todas as classes sociais, credos, etnias, nações, cultos ou não) se se rendem a um mero instinto animalesco?
www.google.com.br/images. Super Xuxa  na pele de Janete passou pelo empurra-empurra da zorra total e pela cara...A-DO-ROU! "AI COMO EU TÔ BANDIDA"! rsrsrsr
“Números não espelham a realidade
Marisa dos Santos Mendes, diretora da Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, afirmou que apesar de ser o número oficial, os 53 casos registrados em 2011, não correspondem à realidade do problema. Segundo Marisa, em um espaço onde circulam quase 4 milhões de pessoas por dia, os casos de importunação contra as mulheres são superiores aos oficiais, e essa lacuna se deve principalmente ao medo das vítimas de registrarem as ocorrências. “É a única estatística que temos, mas muitos casos não são registrados. As mulheres ficam constrangidas de denunciar, contar e o sentimento é ruim. Às vezes, têm medo, se acham culpadas, passam mal, mas não vão as delegacias”, diz Marisa. Metrô registra mais ataques contra mulheres do que CPTM” (Metrô News – 21/10/2011 / Metrô registra 5 casos mensais de assédio sexual (Diário de S.Paulo – 18/10/2011)



Como julgar as mulheres? Como a TV com sua inerente e inegável função social pode ou não naturalizar banalizando estes perrengues pelos quais passas as mulheres nos transportes públicos urbanos com humor ou não? Por que não usar o poder da mídia para denunciar, abrir debates, colaborar com a redução da violência contra mulheres, criticar administradores corruptos que desviam dinheiro público destinado ao sistema de transportes (corrupção no ministério dos transportes/Dnit); levar a sério a violência contra o gênero mesmo que apenas a mera relada no ônibus ou metrô?

O QUE A MULHER PODE FAZER PARA MUDAR ESTE QUADRO?
Romper o silêncio e denunciar é um importante passo! Fazer barraco e só apelar acredito que não! Partir para os tapas...eu topo! Levar armas para os transportes coletivos...sei não!  E Você? Fica indignado ou acha normal o “encoxamento” no metro e busão de sua mãe, esposa, filhas, tias, primas, mulheres, meninas, crianças, bebês, de sua família ou não?