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sábado, 16 de abril de 2011

DILMA CEM DIAS DE GOVERNO

O BBB 100...DILMA ROUSSEFF
                 www.google.com.br/images “A inovação mais evidente de seus primeiros cem dias no Planalto foi o quase silêncio, em contraste com os discursos inflamados e praticamente diários de seu antecessor e padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva”.


Marina da Silva

Engana-se redondamente quem supõe que a chegada de Super Dilma no Planalto seja apenas um mero e insípido continuísmo da era Lula! Não foi ou é gratuitamente que a presidenta Rousseff, a primeira mulher a ocupar a presidência da República recebeu a alcunha de Dama de ferro em alusão a Margaret Thatcher, a super ministra inglesa que reestruturou a economia do Reino Unido com um pacotão de medidas econômicas neoliberais que envolviam desregulação do mercado financeiro, privatizações de estatais e reformas no mundo do trabalho (leia-se flexibilização e/ou perda de direitos trabalhistas e muitos outros benefícios sociais).

                                        www.google.com.br/images A dama de ferro.

 Com ações drásticas, duras, escorchantes e autoritárias, Mrs. Thatcher bateu e abateu literalmente a classe trabalhadora inglesa, especialmente a organizada, o que lhe valeu o título de Dama de ferro e de quebra estrangulou a classe média inglesa.  Neoliberal, a primeira mulher Primeira ministra britânica serviu de espelho para toda a Europa nas duas últimas décadas do século passado, inclusive e especialmente para países-modelo do welfare State, o estado Providência.


No Brasil, que sequer teve a experiência do estado de Bem-estar-social (a elite, ops,  aristocracia intelectual costuma ver na ditadura clientelista  de Vargas um arremedo do Welfare state) as mudanças rumo e forma de governo em direção a voga neoliberalizante necessitaram primeiramente romper alguns entraves, entre eles, desalojar do poder os ditadores militares (também conhecidos como bestas fardadas); fazer uma transição lentíssima, gradual e segura rumo à democracia para finalmente desbravar a nação na lança, melhor, no jet-ski de Fernando Collor, o anti-cavaleiro e de pior figura que abriu os portos, portas e pernas do Brasil a nações mui amigas!
http://www.politicaparapoliticos.com.br/ “Depois do rompimento com Collor e de assumir a presidência; Itamar Franco estremece com FHC, seu ministro no plano Real”.

Nos anos 90, após romper o topete de Itamar, o vice que assumiu a presidência após o impeachement de Collor, ressuscitou o Fusca e pegou em armas para defender uma hidrelétrica, Fernando, o FHC fortaleceu e deu continuidade as mudanças: plano de estabilização econômica (sub-valorização da moeda nacional e controle da inflação; enxugamento do Estado (leia-se plano de demissões voluntárias, sucateamento dos serviços públicos); congelamento e arrocho salarial do funcionalismo público, mudanças nas regras da aposentadoria (aumento da idade e tempo de contribuição); flexibilização das leis trabalhistas; rebaixamento geral da mão-de-obra, uso abusivo da tercerização no serviço público, achatamento da classe média, concentração de riquezas e o ponto essencial das ordens do FMI (braço intervencionista dos EUA em economias alheias) - privatizações de empresas geoestratégicas, geoeconômicas e geopolíticas brasileiras e controle do déficit público com responsabilidade fiscal (fazer pouco com quase nada). E não se pode esquecer que o presidente da nossa social democracia – PSDB – manteve um “Mínimo” ético, social beirando a imoralidade!


                                              http://pragmatismopolitico.blogspot.com

 Collor e FHC prepararam o país com punhos de aço para a acumulação flexível de capitais e globalização, fizeram o dever de casa imposto pelo FMI. Palavras como  flexibilização, governança, responsabilidade fiscal, compromisso ambiental, politicamente correto, sustentablidade, missão, planejamento estratégico, just-in-time, team (trabalho em equipe), etc, retiradas do vocabulário de curso de administração entraram para a ordem do dia! Com o cenário montado, Lula chegou ao poder vencendo as eleições de 2002 e o medo dos ditadores, do dragão da inflação, dos comunistas e do risco Brasil com uma esperança desbotada (Mensalão PT em 2005), a foice sem corte, o martelo sem cabo e a estrelinha faltando várias pontas! Tocando o país como se fosse um violino, segurando a esquerda e em harmonia com a direita  chegou ao segundo mandato em 2006. Intitulando-se “mãe dos pobres” (aqueles descamisados de Collor e baixa-renda de FHC), Lulinha “paz e amor”  conseguiu muito mais que a Dama de ferro inglesa sem nenhum stress, na lábia e só no sapatinho blindado pelos movimentos sociais de esquerda (MST e Cia.), centrais sindicais e militância xiita e distribuindo  renda através de bolsas-esmola! Dois mandatos, quase 100% de aprovação, Lula, “o Cara”, sucesso absoluto em todas “as paradas” fez sua afilhada Dilma Rousseff sua sucessora na presidência entregando a ela um país estabilizado, inflação sob controle, PIB acima dos 5.5% (em 2010 7.5%), 7ª economia do planeta, com polpudo Fundo Soberano e banhado no petróleo e gás dos hiper campos da camada Pré-sal! E tudo isso sustentado na nova classe média(?) CDE que vai às compras e a escola  em 72 vezes, pagando juro e “mico” levando gato por lebre na onda  genérica da pirataria!
Dilma deu início ao seu reality show como a primeira presidenta, colacando  Hugo Chavez ao lado de Hillary Clinton e pagando benção a Edir Macedo! Do Lulismo teremos o continuísmo do bolsa-esmola, um PAC(to) miséria!  Analistas aprovam governo Dilma com nota 7,75”. Dilma é aprovada por 73% da população segundo pesquisa CNI/Ibope publicada em 1º de abril (mentira?!).
 www.google.com.br/images “Dilma não tem gerado conflitos com a oposição. “Ela foi muito feliz ao convidar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o almoço com Obama”. “Até a oposição tem dificuldades para criticá-la”.
Mudança no time...pouca, o jogo ainda rola com a  “centro-direita” (não se mexe em time que está ganhando, reza a lenda), sem “ficha limpa”, estágio probatório, avaliação de desempenho, meritocracia, “fazendo mais (nada) com menos” (lema tucano) num governo (para cerca de 193 milhões de brasileiros) dividido em quatro áreas e com corte de cerca de 57 bilhões dos 769 bilhões de reais previstos para o Orçamento 2011.
O corte “afetará o excesso de gorduras” provavelmente das “gorduras sociais” e do “gordo” plano habitacional “Minha casa minha dívida, ops, vida”, um plano possível...possivelmente outra embromação para reeleição de Dilma ou volta de Lulinha!
 E “para não dizer que não falei das flores”: aumento mínimo no salário (35 merrecas)! E o pensamento, a filosofia de Esquerda, o Socialismo, Comunismo  Falácia  idealista que ganhou roupagem nova platônica e hoje atende pelo  execrável nome (na européia) de “Socialismo possível”  e na China “capitalismo comunista democrático”.


“Em sua visita ao país, Barack Obama elogiou a democracia brasileira e sinalizou interesse no petróleo e pré-sal”.

“No campo das despesas, o Brasil ainda gasta muito dinheiro com o pagamento de juros da dívida. "As políticas sociais recebem menos da metade do que o país paga de juros", afirma Fonseca, da FGV-SP”.

“Hotel de Eike recebe R$ 147 milhões do BNDES para a Copa. O Hotel Glória, comprado em 2008 pelo empresário Eike Batista, receberá R$ 146,5 milhões, e a GB Copacabana Administração Hoteleira, R$ 11,6 milhões, para a construção de um hotel da rede Ibis em Copacabana.”

“O salário mínimo de R$ 545,00, (...)O  salário mínimo em 2011 será baseado e reajustado de acordo com a Inflação(INPC/Índice Nacional de Preços ao Consumidor) + variação do PIB (Produto Interno Bruto). Sendo que o salário mínimo projetado para 2012 é de R$588,94 e o de 2013 é de R$ 649,29, cálculos feitos pelo Ministério do Planejamento”.