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sábado, 19 de março de 2011

VOCÊ JÁ TEM A SUA??

A ECOPANGA
Minha Ecopanga  Alexandre Herchocovitch chiqueterésima presente de tintas Coral!

Marina da Silva
Depois das baleias, golfinhos e plânctons, uma nova batalha verde se instala...no supermercado! Está declarada guerra  à sacolinha plástica de supermercado. Sem a menor chance de defesa, apresentação de bons antecedentes criminais, ficha limpa e excelentes serviços prestados a sociedade em geral e aos capitalistas de todas as cores em particular, a sacolinha de supermercado, uma comunista de carteirinha, está legalmente, politicamente e ecologicamente condenada, banida, proscrita, execrada e expulsa dos mercadinhos, mercados, supermercados, hipermercados! Com os dias contados, o que mais entristece, choca, magoa a sacolinha é que seus parentes em todos os tamanhos, gêneros, número e grau plástico, sacos, sacolões e sacolinhas, ficaram livres da patrulha e perseguição e intolerância verde, passando ao largo ou poupados da extinção! O que caracteriza um ataque frontal e cruel a Carta Magna, mais conhecida como Carta 2070 no seu artigo 1º, Inciso II que garante “a dignidade humana às sacolinhas sem qualquer distinção de cor, raça, credo, opção sexual e tal” e Art. 5º que assegura o direito de resposta, proporcional ao agravo, assédio moral, abuso; além de indenização por danos moral, físico, mental e à imagem!  De invenção legal super 10, a dita cuja, “aquela-que-não-deve-ser-usada-ou-nomeada” passou a dez...graçada, poluidora, contaminadora, destruidora de lares ops, hábitat natural, causadora de todas as catástrofes que varia de um tsunami na Indonésia, um terremoto na Neozelândia  até os terremotos-tsunamis no Japão. Isto sem falar nas mortes ocorridas (mais de mil pessoas) nas enchentes da região serrana do Rio, janeiro próximo passado! E agora José? Quem substituirá a companheira sacolinha de supermercado, que não é Bombril, mas tem mil e uma utilidades, uma verdadeira camarada? O problema já está resolvido: entra no caixa a sacola retornável...de plástico; a sacolinha biodegradável (custo 0,19 a 99,99/unidade); o velho carrinho de feira metálico; caixas e sacos de papel e/ou papelão e  a “Ecopanga”? Eco o quê? Ecopanga?? Yes, tradução livre de Ecobag, a capanga, também conhecida na versão  embornal; uma sacolinha feita de pano (americano cru, chita, mata-borrão, roupas e jeans velhos, retalhos, lona) muito usada séculos atrás (tem-se notícia da Ecopanga no período jurássico) e tal qual os chinelos Havaianas uma identificadora das classes PM (pobres e miseráveis) que atualmente no Brasil gira em torno dos 30/50 milhões de cidadãos! Os pobres e miseráveis sem o saber, sempre carregaram uma postura política, econômica, social, ambiental ecologicamente correta, sustentável e responsável com o meio brasileiro e quiça mundial, usando a sacola de feira plástica retornável, a capanga, o embornal e as indestrutíveis e legítimas Havaianas que “não deformam, não soltam as tiras, não tem cheiro” e hoje valem verdadeiras fortunas vendidas a peso...de Euro! E não é só isso! Desde sempre a maioria do povo brasileiro é agente ambiental politicamente verde e correto. Consome pouquíssimo (veja a história dos negros que recebiam uma muda de roupa por ano e alimentação balanceada); recebe pelo suor do seu trabalho o Mínimo, e são verdes, isto é, veja: extraem a própria sobrevivência e de sua família do lixo produzindo riquezas no reciclo aplicando e cristalizando a máxima de Lavoisier, um sábio: na natureza nada se perde tudo se reutiliza, recicla e reduz a lucro-RRR...ôrra meu! O Brasil é verde e vive um boom do lixo acumulando riquezas literalmente no lombo de cerca de 1 milhão de catadores (40 mil deles “formalizados” em cooperativas), um lucro a-ni-mal! “o Brasil está entre os dez maiores recicladores de papel e papelão do mundo;  7 bilhões de reais foi o faturamento com a reciclagem em 2005; em 2005 foi pentacampeão no reciclo de latinhas de alumínio com 94.4  bilhões/ano e 26 milhões de latinhas/dia;  é recordista mundial da reciclagem de alumínio (latinhas), 89% do descarte; 45% de reciclagem de vidro, um dos maiores índices do mundo; 47% latas de aço (latas de óleo, milho, ervilha, atum, etc);  17.5% reciclo de plástico; 41% das garrafas pet vira poliéster, vassouras.”  “No caso dos plásticos, o Brasil já recicla 780 mil toneladas por ano, equivalentes a 16,5% do total consumido, percentual superado apenas pelos de Alemanha, Áustria e EUA. A receita resultante é de R$ 1,3 bilhão.” O discurso verde altamente sedutor virou moda e rende até em/e novelas: Rainha da Sucata, Viver a vida, Passione! O país é pioneiro, vanguardista em abandonar o “American dream”, uma possibilidade de enriquecimento, prosperidade e humanização (material e espiritual) dos seres humanos e afundar literalmente seu povo fundando o planeta “SlU-ria” criando, adotando e exportando o Life style 1.99, uma forma de viver, vil, corrompida,  uma vida chulé material e espiritualmente, banhada na corrupção, corrosão e prostituição geral do caráter da sociabilidade humana, da humanização de homens e mulheres e tudo na maior “responsa” dando sustentabilidade a um enriquecimento abjeto sob a égide RRR/ nas costas dos agentes sociais-SLU (serviço de limpeza urbana): os catadores de lixo! Dois dos “Seis motivos para reciclar: * gera empregos(?) para a população não qualificada; * gera receita (riqueza, lucros) com a comercialização dos recicláveis.” A falácia verde faz alarde, induz a uma falsa consciência e responsabilidade ambiental e o cidadão munido desta desculpa ecologicamente correta vai às compras de chinelos, sapatos, rasteiras plásticas, enchendo a Ecopanga de zilhões de produtos cujas embalagens deveriam ter o mesmo destino da sacolinha de plástico de supermercado! E pior, tropeça nos catadores (slurianos), homens, mulheres, idosos, crianças, grávidas todos os dias como se tais cidadãos, seres humanos, fossem totalmente invisíveis ou  apenas mais um monte de lixo urbano!
 “Tão extraordinário quanto o lixo é o trabalho de mais de 800 mil catadores em todo o Brasil. Foi pensando nas comoventes trajetórias de vida de uma classe considerada por muitos como "invisível" que o artista plástico Vik Muniz inspirou o filme Lixo extraordinário, que concorre, em 27 de fevereiro (2001), ao Oscar de melhor documentário.” 
 o Brasil possui 5.560 municípios. Em 1994 apenas 81 cidades incentivavam a reciclagem; em 2004 o número subiu para 237, em 2006 eram 327, em 2008 405 cidades; em 2005 eram cerca de meio milhão de catadores (colaboradores ou agentes ambientais para não sair do ecologicamente correto); em 2010 o número de catadores dobrou!”
 Comentário Akatu: Investir na reciclagem não é apenas um ato de consciência ambiental, mas também econômica. E o Brasil ainda pode aumentar seus níveis de reciclagem: por exemplo, temos capacidade de reciclar 1,6 milhão de toneladas de plástico por ano”
 “Quem sabe onde se quer chegar sabe como formar um profissional verde.”
Ecopanga retornável, modelito super fashion de Cássia. A-MEI!!