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sábado, 21 de setembro de 2013

BRAZIL: "Sigmund Freud, o pai da psicanálise, afirmou que a gente só esquece aquilo que não quer lembrar"

RUMOREJANDO
José[Juca]Zokner

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, afirmou que a gente só esquece aquilo que não quer lembrar; quando a gente está na idade provecta, como é o caso deste assim chamado escriba, a gente só esquece aquilo que quer lembrar. Vige!
Constatação II (Ah, esse nosso vernáculo).
Ela(e) está ralando por estar ralando um queijo parmesão muito duro. Coitada(o)!
Constatação III
Deu na mídia, mais precisamente na revista francesa L’Express: “Violências psíquicas, mas também físicas: os homens maltratados são menos raros que se supõe. Porque o assunto é tabu e as vitimas preferem não se identificar”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas do jeito que as coisas estão ocorrendo, Rumorejando acha que tá na hora de criar, à semelhança da Delegacia da Mulher, a Delegacia de Proteção do Homem ou algo desse jaez...
Constatação IV
“Logo comigo
Isso foi acontecer”,
Ele pensou,
Já que seu desempenho
Com o mulherão
Começou
A alentecer
Numa frequência
Assaz preocupante
E ele não atinou
A razão.
Ao seu médico e amigo
Se dirigiu
E urgente assistência,
De algo tão maçante,
A ele pediu.
Quando o doutor
Se inteirou,
Com estupor,
Que os eventos nos serões
Haviam passado,
Diariamente,
De seis para cinco,
Tão-somente
Os olhos arregalou
E com os seus botões,
Tristemente,
Com um franzido cenho,
Acabrunhado,
Pensou:
“Que afinco!
E o meu desempenho
Tão chinfrim!
Coitado...
...De mim!”.
Constatação V
Deu na mídia, também no L’Express: “Pra você o carro, pra mim o cachorro”. “Os casais que se separam acertam, no tribunal, quem ficará com a guarda do animal doméstico”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que é perfeitamente compreensível. Afinal, alguém já afirmou com muita propriedade: “quanto mais eu conheço a humanidade, mais eu gosto dos animais”.
Constatação VI (De conselhos úteis).
Não faça alarde,
Nem brigas
Se a tua mulher
Chegar
Num dia qualquer
Muito tarde.
Ela, provavelmente,
Deve ter ficado
Num bar 
Com as amigas,
Tão-somente,
Falando de inflação,
De assombração
E outros conjuros
E da recomendação
Da senhora presidente
De como operar
Para levantar
A traseira
Da cadeira
Para baixar os juros.
Constatação VII
Deu na mídia: “O Museu da Dívida Externa argentina, uma iniciativa do curso de ciências econômicas da Universidade de Buenos Aires, quis mostrar a evolução da dívida externa argentina, dos US$ 8,2 bilhões em 1976, até os US$125 bilhões após a renegociação em 2005”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha que o Brasil deveria imitar ‘los hermanos’ e já poderia aproveitar e acrescentar na mostra do museu a evolução do lucro pornográfico dos bancos e a perda de poder aquisitivo do salário mínimo. Do salário, direto e indireto, dos deputados, nem falar.
Constatação VIII
Não se pode confundir meter os pés pelas mãos com meter as mãos e dar no pé, muito embora, em certos países, isso vem ocorrendo cada vez com maior frequência e em maior quantidade. A recíproca para essa metição toda, salvo raríssimas exceções, é mais do que verdadeira...
Constatação IX (Obumbrada, macambúzia, decepcionada).
No livro Don Camilo e seu rebanho, Giovanni Guareschi, o autor, conta o episódio, intitulado “Empório Pitacio”. Trata-se de um cidadão a quem deram o apelido de Pitacio e a seu filho Empório Pitacio, porque o pai havia colocado numa tabuleta de sua loja “Josué Bigatti & Filho” e, embaixo da palavra filho, Empório e, mais abaixo, Artigos Domésticos. O filho se chamava Anteo e quando pequeno chegou em casa chorando, por causa do apelido, seu pai disse para não ligar e que, quando crescesse mostraria a todos o seu valor. A afirmação do pai, nunca mais saiu de sua cabeça e, aos dezessete anos, o pai, atendendo o seu pedido, pois ele não aguentava as chacotas com o apelido, mandou-o para a cidade a fim de estudar. Morreram os pais e um dia ficou-se sabendo que Anteo havia feito sucesso na Argentina como tenor. Quando chegou a notícia que Anteo havia chegado à Itália para dar concertos (ele morava nos Estados Unidos), todos acharam que ele deveria dar um concerto em sua terra natal. E lá foram Peppone, o prefeito, e Don Camilo, o pároco, para convidá-lo. Após recusas, alegando contratos, impedimentos legais e outras mais estapafúrdias, ele, meio coagido por Don Camilo, acabou concordando. No dia da apresentação, com todas as dificuldades de acomodações, necessidade de alimentação condizente e outros que tais, frescuras e exigências, com a casa repleta, ele anunciou que ia cantar Celeste Aida. E eis que, num certo trecho, dá uma terrível desafinada. Ouviu-se um grito da platéia: “Pitacio vai cantar na Argentina”. “Pitacio vai dormir”.Os espectadores, que haviam retido a respiração em sinal de devoção e respeito, explodem num Pitacio!... Pitacio!... Pitacio!... O final é que na madrugada Anteo retorna e se põe a cantar várias árias, na praça principal, e por último repete Celeste Aida que o faz com perfeição. O episódio é contado por Guareschi com muita emoção e ternura, como a maioria dos seus relatos.
Bem, qualquer relação assemelhada com fatos, pessoas e governantes que ficam apregoando e exigindo moral e ética, por parte dos outros, é mera coincidência. Afinal, assim como a mulher de César não só deve ser honesta, como também dar essa impressão, também um governante deve ser honesto e não apenas meter panca e deitar falação. Tenho, com o sonho desfeito, dito!
Constatação X
Também deu na mídia, também no Estadão: “Câmara aprova fim do voto secreto”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando acha um fato tão auspicioso, depois de sete anos o projeto ficar engavetado, que a notícia representa um marco em nossas vidas que até mereceria uma manchete mais explícita, por exemplo, do seguinte teor: Câmara aprova fim do voto secreto a.D*.
*Após Donaton. 
Constatação XI (Criação da mineira Marina da Silva, torcedora, como eu, em Minas, do Atlético-MG. Coitada, uai!).
"O homem tem um destino:
Ser escravo da mulher,
Mas, às vezes, é um pepino
Fazer tudo o que ela quer."
Constatação XII
Deu na mídia, mais precisamente no Estadão: “Infelizmente ainda somos um país com serviços públicos de ‘baixa qualidade', reconheceu a presidente Dilma Roussef”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando gostaria de saber qual a razão que a senhora Presidente da República não fez algo para corrigir tal situação. Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XIII
Não se pode confundir azular, que o dicionário Houaiss dá como “Verbo intransitivo: Pôr-se em fuga, retirar-se em debandada; fugir, escapar” com açular, que o mesmo dicionário, dentre outros, dá como “Verbo transitivo direto e bitransitivo: “provocar ou intensificar (sentimento, emoção etc.) [em alguém]”, muito embora quem se dispõe a açular os eleitores a votar em quem tem ficha suja, jamais irão azular se o eleito der vazão a sua condição de mau-caráter, corrupto e outros epítetos desse jaez. A recíproca é como é e tá acabado. Tenho dito!
Constatação XIV
Eu sempre rusgo
Quando ela só quer
Ficar deitada no musgo,
Ponderando: “Fazer amor?
Não! Nesse calor,
Não se faz mister”. 
Constatação XV
No lusco-fusco*,
Na meia-luz
O sol falou pra lua,
Que estava na minguante:
“Fique comigo só um instante,
Afinal, você um dia me disse:
Não diga asnice.
Claro que eu serei tua”.
“É verdade”. Você como selenogista,
Por favor, não insista.
Vê se esse assunto você encerra.
Estou comprometidíssima, 
Que me deixa aborrecidíssima
Com aquele planeta chato, chamado Terra”.
*Lusco-fusco = Substantivo masculino 
1. Momento de transição entre o dia e a noite; crepúsculo vespertino; o anoitecer.
2. Derivação: por extensão de sentido.
Crepúsculo matutino; o alvorecer (Houaiss).
Constatação XVI
Ela com o seu decote,
E com um curto culote
Mostrava seus atributos
E também seus subprodutos*.
*Não ficaram muito claro quais subprodutos são esses. Quem souber, por favor, comentários no blog. Obrigado.
Constatação XVII
Disse pro maridão, o Sr. Burro,
Sua esposa, Dª. Burra:
“Trate de ler e vê se não zurra,
O que você nunca quis,
Do Machado de Assis,
Dom Casmurro”.
RICOS & POBRES
Constatação I
Rico vive, apenas, seguindo a cronologia; pobre, inexoravelmente, envelhece.
Constatação II
Rico diversifica suas aplicações financeiras; pobre, as suas dívidas.
Constatação III
Rico é intolerante; pobre, desobediente.
Constatação IV
Rico pratica o polo; pobre, o pulo.
Constatação V
Rico dá ordens peremptórias; pobre faz modestos pedidos.
Constatação VI
Rico é enfastiado; pobre, enjoado.
Constatação VII
Rico é emblemático; pobre é problemático.
Constatação VIII
Rico tem abonado progenitor; pobre, tem pai mourejador.
Constatação IX
Rico é polêmico; pobre é censurável.
Constatação X
Rico tem talento; pobre é exibido.
Constatação XI
Rico faz pesquisa; pobre é bisbilhoteiro.
Constatação XII
Rico tem escassez de capilares no crânio; pobre é careca.
Constatação XIII
Rico faz parte da elite dirigente; pobre, da massa excludente.
Constatação XIV
Rico se equivoca; pobre dá bola fora.
Constatação XV
Rico fala em euros; pobre, em centavos.
Constatação XVI
Rico tem compadre; pobre, comparsa.
Constatação XVII
Político rico é idealista; político pobre é ingênuo (Político pobre?).
Constatação XVIII 
Rico bebe socialmente; pobre, enquanto espera pelo social.
Constatação XIX
Rico recebe mensalão; pobre, eventual mensalinho.
Constatação XX
Rico é inadimplente; pobre, é velhaco.
Constatação XXI
Rico é assanhado; pobre, é tarado.
Constatação XXII
Rico é portador de alopecia hipocrática; pobre, é careca (colaboração do Amigo, professor Leszek Celinski).
Constatação XXIII
Rico é imaginativo; pobre, é mentiroso.
Constatação XXIV
Rico diz eventualmente um paradoxo; pobre é sempre enrolado.
Constatação XXV
Rico é impetuoso; pobre é porra-louca.
Constatação XXVI
Rico come bolo; pobre vive no rebolo.
Constatação XVII
Rico faz protesto; pobre, distúrbio.
Constatação XXVIII
Rico é importante; pobre é metido a sebo.
Constatação XXIX
Rico dorme em finos lençóis; pobre é chamado de Zé dos Anzóis.
Constatação XXX
Rico leva pra sua amada um broche; pobre, leva reproche.

Site: www.rimasprimas.com.br