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terça-feira, 20 de novembro de 2012

TROLADA NA TV!

O PAU E O MACHADO
▪ ConeCrewDiretoriα ╸MTV Trolala - 18.09.12

www.google.com.br/images. Trolalá MTV com Paulinho Serra e Tatá Werneck fazem "pegadinhas" via telefone com telespectadores!

Sérgio Antunes de Freitas


O ato de importunar alguém repetidamente pode ser descrito como encarne, palavra derivada do verbo encarnar. Mais recentemente, jovens passaram a usar outro verbo, o zoar, para o mesmo fim.
A televisão e a Internet trouxeram o termo “bullying”, que se popularizou rapidamente em substituição às palavras em português, embora aparentem uma conotação mais violenta, física ou psicológica.
Esse procedimento é antigo e, geralmente, tem como razão o preconceito. E pode trazer conseqüências piores para quem dele faz uso, do que para sua vítima.
Aconteceu em um pelotão do exército, no qual os jovens soldados encarnavam no cozinheiro, um moreno reservado, cumpridor de suas obrigações silenciosamente. Por não participar das brincadeiras, recebia os mais diversos apelidos, até ofensivos, sempre sem reagir.
Um dia, um dos jovens, penalizado com o tratamento dado ao cozinheiro, disse-lhe que iria falar com os colegas, a fim de pararem com as brincadeiras hostis.
Na sua simplicidade, o moreno respondeu: - Bem, se vocês pararem com os xingamentos, eu paro de cuspir no feijão!
Os corajosos militares pararam de brincar com o, em diante, respeitável cozinheiro, bem como de comer feijão.
Fato de mesmo sentido ocorreu em frente a uma escola secundária na hora da saída dos alunos.
Um garoto magrinho se agachou atrás de um outro bem gordinho, para lhe aplicar aquilo que se chama “cama de gato”.
Quando um terceiro foi empurrá-lo, o gordo escorregou para frente e caiu em cima do magrelo.
Meio que rolaram pelo chão e o magrinho acabou ficando prensado, com o traseiro do gordo em seu peito. Uma banda no tórax e a outra no abdômen.
E nenhum dos dois estudantes conseguia se levantar. O de cima não encontrava uma posição para se apoiar. O de baixo não encontrava a menor possibilidade de se mover.
E, regulando o pouco de ar que conseguia tirar dos pulmões, xingava com todos os nomes que conhecia. O mais suave era “sai daí, gordo-baleia!”
Para ajudar o amigo, aquele que havia empurrado tentou puxar o gordo, mas, quando estava conseguindo, suas mãos escorregaram pela gordura do braço e o peso retornou à condição anterior, com um impacto que levou a desesperança aos olhos do magricela. Ele continuava xingando, mas, pelo som, as cordas deveriam ter virado fitas vocais.
Finalmente, chegou um professor e levantou o de cima pelas costas, encerrando a sessão de tortura.
Logo depois, tentando se redimir, ou desviar a atenção do professor para evitar uma punição, o que empurrou retaliou o magrinho: - Pôxa, não precisava xingar o Gordo tanto assim, né?
Acompanhada de choro, a resposta foi segura: - É que não era você que estava embaixo!
Um quarto estudante, com vocação de paladino, olhou para o chorão e exclamou: - Bem feito! Quem mandou fazer “bule” com o Gordo?
E isso foi apenas mais um exemplo de que a agressão não compensa.
A história é farta de fatos nos quais países imperialistas foram ao outro lado do mundo para agredir países mais humildes, por razões “ideológicas” – na verdade, interesses econômicos, e terminaram derrotados, humilhados, envergonhados.
E nem precisamos recorrer aos livros para aprendermos isso. Basta observarmos os muitos ditados populares que recomendam o respeito às diferenças, a paz, a concórdia, a temperança.
Particularmente, dessa coletânea, há um clássico da vida na roça que, hoje, reflete também as preocupações com a destruição do meio-ambiente e é bom sempre lembrar: “o risco que corre o pau corre o machado”.

Sérgio Antunes de Freitas
18 de novembro de 2012