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domingo, 18 de agosto de 2013

BRAZIL: INVENCIONICES!

                        ARMAS DE GUERRA
                               
www.google.com.br/images. Malandro, folgado, preguiçoso e doutor em cambalachos e gambiarras.Eis o brasileiro, ops, Zé carioca.
                                                                                         Sérgio Antunes de Freitas

Uma das características mais admiráveis na cultura brasileira é a
criatividade, quando utilizada para o bem, é bom registrar.

Enquanto nos esportes, por exemplo, os outros países buscam se
aprimorar com pesquisas sobre o condicionamento físico, almejando mais
força para seus atletas, ou com o uso de tecnologia de ponta nos
treinamentos, desenvovlendo roupas mais adequadas para a modalidade e
o clima em que acontecerão as contendas, o brasileiro inventa os
dribles. E muitas vezes, como no futebol, se dá muito bem!

Em várias outras atividades, também a finta torna-se uma técnica para
superar a falta de recursos materiais, humanos, financeiros.

É a síndrome do vira-lata em sua versão mais positiva e simpática.

Um amigo me contou uma hipotética mentira, talvez até uma verdade, mas
que jamais poderei verificar a procedência.

Disse-me o militar de baixa graduação que o famoso avião Sea Harrier,
da Marinha Britânica (sim, não é da aeronáutica, pois é utilizado mais
em porta-aviões), foi criado a partir da espionagem feita pelos
gringos no serviço secreto brasileiro. Essa história de espionagem vem
de longe, não é, Mr. Obama?


                               
                          www.google .com.br/images. Sea Harrier.

 
Segundo o amigo, foi assim: quando surgiu a aviação de caça, nas
Guerras Mundiais do século passado, diante da falta de recursos, o tal
serviço secreto tupiniquim inventou um monomotor que voava em baixa
altitude, para evitar os radares, carregando algumas bombas,
provavelmente em sacolas de supermercado.

 
www.google.com.br/images. "O trem que deu origem a coisa".

 
 Quando chegava no campo de pouso do inimigo, derrubava as bombas e voltava tranquilamente para a casa, já que as crateras na pista não permitiriam que os caças decolassem.

Verdade? Não sei, mas é típico de brasileiros, sim!

Um episódio, que também envolveu a enganação a serviço da técnica,
ocorreu na Revolução Constitucionalista de 1932

Devido à carência de armas, os paulistas inventaram e passaram a usar
um aparelho que imitava o som das metralhadoras, chamado de
"matraca".

Nas batalhas, giravam o cabo do utensílio, fazendo muito barulho, para
que as tropas federais acreditassem em tiros e gastassem munição.
Assim, equilibravam as ações dos conflitos.

                                
          www.google.com.br/images. Sérgio Antunes, oops, professor Pardal/Disney. rsrsrs

 
Inspirado nisso, pensei em um novo invento, desta vez, contra a
abominável violência dos centros urbanos.

Como não concordo com o armamentismo convencional, pensei em um
matraca moderna, eletrônica, que emitisse o ruído de um tiro de
revólver e, imediatamente após, viesse um ruído secundário, de um
projétil atingindo uma porta de madeira, ou uma lata, ou um vidro.

Segundo meu assessor para segurança público e sumiço de corpos, a
invenção já existe! Mas não com os ruídos secundários.

Teoricamente, o ladrão não poderia saber se o barulho era verdadeiro
ou falso e, para complicar a identificação, os ruídos que chamei de
secundários deveriam ser opcionais e variados.

Não sei se a engenhoca funcionaria de forma satisfatória, pois, no
susto, o marginal poderia revidar, assim como os vizinhos, o guarda da
esquina, o sargento reformado. Até a Dona Arminda poderia pegar a
cartucheira do falecido e pregar fogo no atleta que treina à noite
para a Corrida de São Silvestre.

Em Israel, meu invento copiado seria terminantemente proibido, por
questão de segurança cardíaca!

Mas ainda creio que a coisa poderia funcionar bem, principalmente pelo
realismo dos ruídos secundários.

Pensem no som de um cachorro baleado. Vem o som do tiro e, logo
depois, os ganidos horrorosos de um cão alvejado por uma bala, sem a
fatalidade lógica.

Do lado de fora do domicílio, um bandido comenta com seu comparsa:

- Galego, vamu vazá daqui. Se o cara queima o próprio cachorro,
imagina o que ele não faiz com nóis!



Sérgio Antunes de Freitas

11 de agosto de 2013