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quarta-feira, 9 de março de 2016

RUMOREJANDO A FÍSICA SEXO: VIBRAÇÃO E FREQUÊNCIA



RUMOREJANDO

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Quando dá na mídia: Fulana de Tal aparece com a barriga chapada 
depois de 2 meses do término da sua gravidez, taí um exemplo de
 notícia que é de transcendental importância para o futuro da Humanidade.

Constatação II (Teoria da Relatividade para principiantes).
É muito melhor ter oscilações no mercado do que no desempenho sexual.

Constatação III
Perspicaz
Como sempre foi
A vaca
Não foi capaz
De fechar a matraca
Do seu marido
Ultimamente
Azedo
Tão-somente.
Agora, o casto,
Já gasto
E pacato boi
Considerado,
Outrora,
Quando, desde cedo,
Despontava a aurora,
O rei do pasto,
E do mais lindo mugido
Que competia
De noite e de dia
Com o do cavalo, o nitrido.
Coitado!
Constatação IV
E foi a formiga
Que se queixou
Pra comadre,
Sua grande amiga:
“O compadre
Acha que eu estou
Relaxada,
Engordando,
Embuchando
Nessa idade madura,
Ficando
Sem cintura”.
Coitada!

Constatação V
“Não há comiseração.
Aqui não se perdoa”,
Disse a leoa
Pra o seu marido leão.
“Venha cumprir a tua obrigação.
Eu sei que você foi ao cabeleireiro
Pentear a juba
E os pelos do teu rabo no traseiro.
Não seja beócio!
Tire da cabeça esse negócio
De suruba
Com outros animais.
Vou te fazer,
Com devoção,
Algo que nunca te fiz jamais.
Não me vem dizer
Que está cansado”.
Coitado!

Constatação VI (De diálogos conjugais).

E como dizia o físico para a sua mulher, também física, na hora
 do bem-bom: “Não esqueça, meu amor, que movimento vibratório
 é o de um corpo afastado da posição de equilíbrio para a esquerda
 e para a direita deste, que executa um movimento de vaivém. E ela,
 jogadora de truco, aprendido na faculdade, levantou pra seis na hora:
 “Tudo bem. Mas lembre-se, meu querido, amor da minha vida, que
 frequência é o número de vibrações por unidade de tempo...”

Constatação VII (Quaisquer semelhanças...).
Muito ativo
Muito vivo
Ao setor público
Foi lesivo.

Constatação VIII (Quase um pseudo-soneto).
Quando a gente é guri
A grande literatura
É o super-homem do gibi.
Outra, a gente não atura.

Quando a pessoa fica madura
A preferência muda
Lê-se o corpo humano “in natura”
E anatomia feminina a gente estuda.

Quando a pessoa envelhece
A leitura passa pro gênero sensual
Pra ver se aquilo que esmorece
Volta à condição antiga normal.

Quando se está caquético
A leitura passa ao jornal esportivo
Pra saber do Coritiba ou Atlético.
Ou do Paraná se ainda tá vivo.

Constatação IX(Quaisquer semelhanças...).
Quando estragou a televisão
E o cara rádio não ouvia
Nem jornal lia,
Como por encanto
E para seu grande espanto,
Deixou de ter depressão.

Constatação X
Para o zagueiro
E para os demais
Falou
O goleiro;
“Na minha frente, nada.
Deixe que eu encaixo”.
A falta foi mal cobrada.
O artilheiro
Pegou na orelha da bola
Como não fizera jamais.
Até parecia
Que chutou
Com a sola.
E acertou
O infeliz
Longe do nariz
Mais precisamente no país
De baixo.
E logo ele que havia
Se preparado
Pro casamento
No próximo dia.
Que tormento!
Coitado!

Constatação XI (De diálogos geométricos e de outras 
mensurações como, por exemplo, unidades métricas).
Ela deu um olhar secante
Que resvalou nele como uma tangente
Mas antes ela havia dado corda.
E ele pensou: “Nós somos extremos de um diâmetro.
Ainda que Cupido tentou nos atingir com uma flecha,
Após dar voltas, qual circunferência
Cada vez com raio menor”.
Agora ela me parece um purgante
Igual a tanta gente
Que te aborda
E de distância estamos um decâmetro*
O que corresponde uma grande brecha
Por ela não tenho alguma apetência
Já que por aí existe coisa muito melhor.
*Decâmetro?

Constatação XII
Por que será que raramente os jogadores brasileiros pedem 
desculpas ao adversário quando fazem falta ao contrário de 
boa parte dos jogadores da Europa? Será que é por uma questão
 de nível ou de falta de orientação?

Constatação XIII (Quadrinha para ser recitada quando se 
quer desmanchar o namoro).
“Ver para crer como São Tomé
É preciso, como tudo, ter fé,
Seja na reza ou no candomblé
Você sabe fazer pelo menos um café?
Constatação XIV
“Tô regenerado”,
Ele disse pra mulher
Ao chegar
Em casa tarde
Totalmente chumbado.
“Por favor, não faça alarde”.
Levou o dele com o cabo de madeira
Da colher
Que lhe fez um galo na moleira.
“Vou te deixar
No ostracismo,
Por causa do teu caradurismo”,
Ela se pôs a gritar.
“Vire-se sozinho.
Ponha-se a buscar
Um pingo de carinho.
De ora em diante
Não conte comigo
Nem por um instante.
Você virou meu inimigo.
Seu pilecado”.
Coitado!
Coitado?
Pilecado?

Constatação XV
Deu certa vez na mídia: “Reduzida pena de iraquiano que atirou
 sapatos em Bush”. “Data vênia, como diriam nossos juristas, 
mas Rumorejando ouviu rumores que o cara ia receber uma 
condecoração por ter virado unanimidade internacional”.

Constatação XVI (Coitados...).
Rumorejando não entendeu a razão de toda aquela celeuma em
 torno das passagens aéreas para os parentes viajarem e usar o 
telefone celular por conta da viúva. A Declaração de Direitos do 
Homem e do Cidadão, promulgada pela Assembleia Nacional francesa
 de 26 da agosto de 1789 e que precedeu o rolamento de tantas 
cabeças na guilhotina, diz no seu Art.1º.: “Os homens nascem e
 são livres e iguais em direitos. Asdistinções sociais só podem 
fundamentar-se na utilidade comum”. Afinal, os pais da pátria 
socialmente são muito distintos e o conceito de utilidade comum 
é muito relativo. Viagens trazem para os viajantes muita utilidade 
e o uso de celular, ou outro meio ajuda a uma melhor comunicação 
entre pessoas, mormente entre parentes...

Constatação XVII
E já que falamos no assunto, para os políticos promessa não é dívida.
 É mais um – se não o mais importante – instrumento ludibriável.

Constatação XVIII (Dúvida crucial).
E já que também falamos em Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão,
 a mulher que dorme de calcinha ela está infringindo a Constituição ao impedir 
que “todo o cidadão tem o direito de ir e vir livremente”?

Constatação XIX
E como dizia aquele sovina, mão de vaca, avarento que comparado 
com o personagem de Balzac, pai Grandet, este seria considerado 
um perdulário: “A parte mais sensível do corpo humano, 
indubitavelmente, é o bolso, como muitos dizem por aí...”

Constatação XX (De mau-caratismo).
Quem, à mulher, apregoa
Que o mundo vai acabar
É o tipo de pessoa
Que só quer a pobre perturbar
Depois fica rindo à-toa
Indo uma gatona namorar.
Constatação XXI (De conselhos úteis).
Se você tenciona ir pra França, estude bem a tabuada e as quatro 
operações. Se você, por exemplo, entrar numa loja para fazer 
compras e o vendedor te disser que um determinado produto vai te
 custar “quatre vingt douze”, você terá que multiplicar quatro vezes
 vinte e o resultado somar com doze. Salvo ledo engano, você vai 
obter noventa e dois. Se for em franco ou euro ele, o vendedor, te
 dirá. Aí, fatalmente, você vai calcular em reais e provavelmente
 desistirá da compra. Salvo se você foi freguês da Daslu... De nada!

Constatação XXII (Teoria da Relatividade para
 principiantes beatos).
É muito melhor ter calos nos joelhos do que na barriga...

Constatação XXIII
Quando terminou a pilha da escova de dentes elétrica o sujeito
 parou de lavá-los até comprar uma pilha nova. Era o mesmo 
cara que quando estava descendo a escada rolante e faltou energia
 elétrica, sentou no degrau, esperando que a energia voltasse. Coitado!

Constatação XXIV
Marido que quer soltar as amarras
Arrisca levar uma tunda
De chinelo
Ou com varas
De marmelo
Na bun, digo cacunda.

Constatação XXV (Para o paranaense Rogério Ceni,
 goleiro e artilheiro do São Paulo, que pendurou as 
chuteiras e recebeu muitas homenagens, inclusive 
deste assim chamado escriba que é torcedor do Corinthians).
Sentiu a alma
Cheia de flor
No último minuto
Da partida
Aquele petardo,
Na medida,
Em direção à rede,
Do matador,
Nada fajuto,
Com muita sede
De faturar o seu
O goleiro com calma
Galhardo,
A bola espalma.
Felizardo!
Aí, empate não deu.
O seu time venceu!

Constatação XXVI
Quando, certa vez, o obcecado leu na mídia que a então 
Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, declarou
 “que não se pode confundir poupança com investimento”
 deu um sorriso de escárnio e do alto da sua presumida 
sapiência enunciou a pérola, esnobando no vernáculo:
 “Mas tem muita gata que investe na poupança para siliconá-la”.
 Data vênia, mas Rumorejando gostou da expressão: siliconá-la.

Constatação XXVII
Não se pode confundir trapaceiro com tapeceiro, muito embora 
tenha muito tapeceiroque vende tapetes dizendo que são de 
determinada origem e qualidade e não são. Aliás, isso não ocorre 
somente com tapeceiro. No comércio, indústria e serviços em 
geral também ocorrem. Nos serviços da Câmara e Senado, inclusive.
 Serviços? Quais?

Constatação XXVIII
Tem gente que para ganhar uma discussão chega a desdizer o que
 havia afirmado peremptoriamente. No decorrer da discussão desdiz 
o que desdisse, mas, sem, no entanto, retornar o que havia dito
 inicialmente. Vige!

Constatação XXIX (De uma dúvida crucial, via pseudo-haicai, 
para ser questionada onde ao leitor melhor lhe aprouver).
Na idade vetusta, uma ereção
É merecedora, é digna, é adequada
A uma baita comemoração?

Constatação XXX
Com a possiblidade do aspirante a ser candidato a presidente da 
República dos Estados Unidos, Donald Trump que a mídia 
europeia já externou, assustada, com a possibilidade de, já candidato, 
ele vir a ser eleito, vale lembrar a existência de dois livros 
autobiográficos de Charlie Chaplin e Jane Fonda que sempre se 
empenharam em lutar contra o que e quem os governantes 
americanos não trataram devidamente, como o preconceito racial, 
a guerra do Vietnam, a caça às bruxas do macarthismo e assim por diante.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico se caracteriza por especialização da mão-de-obra; 
pobre é pau-para-toda-obra.
Constatação II
Rico é perscrutador; pobre, mete o bedelho onde não é chamado.
Constatação III
Candidato rico gasta milhões para se eleger; 
candidato pobre, só se elege na base do voto de protesto dos ricos.
Constatação IV
Rico doa um apartamento para a filial com garagem para não ser visto;
 pobre, é flagrado pela legítima namorando.
Constatação V
Rico abastece o carrão com gasolina especial;
 pobre empresta a bomba do vizinho para encher o pneu do carrinho de mão.

domingo, 6 de março de 2016

CRACK E CRAQUE

A VELHINHA DO CRACK
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Marina da Silva

“Oi?” Ela arregalou os olhos pasma! Na verdade, os olhos quase pularam para fora do globo ocular.
“Este exame não é da senhora.”
“Uai? Foi o médico que me deu!”
“Está em nome de um homem - Respondeu a atendente insossa. Cara de pouco amiga.
“Que? Hã? Como assim?”
“Está no nome de Luiz e tal.”
Ela sacou os óculos presos no decote da roupa e confirmou abismada.
“Putz! Só acontece comigo! Doze horas de jejum! Não bebi nem água e por pouco o médico não me manda uma “dedada”, o toque retal da próstata que mete medo em qualquer marmanjo”.
“A senhora pode tomar um café se quiser”. Num tom de caridade e lhe entregando uma ficha.
Ela pegou o cartão aborrecida sem sequer olhar ou agradecer a moça. Estava realmente enfurecida, fula da vida!
“Quase dois meses esperando uma consulta, uma dezena de dias para achar um horário para os exames, pegar resultados, levá-los de volta ao médico no retorno e saber como estava sua saúde e aquela merda de pedido estava no nome de um homem?” Ruminava desolada e na raiva socou muito açúcar no café, comeu as bolachas salgadas e saiu pisando alto, cuspindo marimbondos e xingando mentalmente. Agora, neste instante, nem todo o açúcar do mundo daria um jeito naquele azedume!
“Bom dia” - Um homem a abordou no caminho do ponto de ônibus – eu não quero incomodar, eu não sou ladrão...”
“Quanta informação seu vagabundo” – praguejou em pensamento.
“A senhora poderia me dar dois real para eu comprar uma cachacinha?”
Os óculos escuros impediram o homem de ver seus olhos fuzilando desdém. Ela respondeu apenas com um balançar de cabeça e fazendo a negativa ao mesmo tempo com o indicador e um desejo cruel aflorou em sua cabeça:
“Eu queria lhe dar era uma voadora seu safado, filho de um jumento”!
Na estação entrou no busão atolado de gente e se benzou:
”Proteja-me Jesus, do inferno e deste BRT-MORRE - apelido que o povo anda dando ao novo sistema de transporte público da capital - por tantos acidentes e mortes causadas desde sua implantação com ônibus velhos vindo de outras metrópoles.
“Só em janeiro, o BRT-MORRE matou dois passageiros e feriu duas dezenas ou mais!” Assunto de jornal  0,25 centavos todos os dias.
Tossiu e fungou puxando catarro goela abaixo, acintosamente, dentro do busão, incomodando os demais e avisando, entre um pigarro e uma tosse, para a passageira ao seu lado, que estava com a garganta inflamada. Soltou mais uma tosse escandalosa e coçou com a palma da mão o nariz.
 “Gripe, garganta bichada”! Era a doença ambulante em carne e osso.
Imediatamente as saídas de ar refrigerado próximas foram, uma a uma, sendo abertas! Sorriu cruel por dentro!
Ao chegar ao trabalho, depois de um longo trajeto como gado até a estação central e caminhando vinte minutos até o bairro, todo o fel destilado desde a saída do laboratório tinha  se evaporado num bate-papo com a passageira, sobre a morte de um jovem, 31 anos, por dengue hemorrágica. "É a zika!"
O dia continuou produtivo e ela esqueceu o acontecido. A caminho de casa, após a jornada, lembrou-se de passar no caixa eletrônico do seu banco e sacar dinheiro para a feira e créditos para o cartão do BRT-MORRE!
Seguiu todos os passos pedidos pelo computador e quando foi retirar o dinheiro, um alerta apareceu na tela: cartão inválido!
“Oh zica! Digitei número de senha errado!”
Repetiu a operação atenta e o mesmo recado: cartão inválido!
O jeito foi adicionar na lista de tarefas a fazer, mais uma tarefa: ir a agência para resolver a pendenga do cartão!
Um cheque enorme ia entrar no dia seguinte e aí sim, ia fazer um baita estrago!
“Quero falar com o gerente”!
“Pois não!” Uma loura mal-ajambrada e aquele sorriso formalizado.
“Não consigo fazer nada na minha conta; o cartão está inválido.”
“Vamos ver...” A moça vez um monte de operações no teclado, abriu janelas no computador, pediu nome da mãe, RG e CPF e após alguns minutos:
 “A senhora pode conferir o status da conta lá no caixa”. De novo aquele sorriso robótico, botulinizado.
“Oi, quero sacar cinquenta reais!”
A moça mal levantou a cabeça:
“A senhora pode fazer esta operação no caixa eletrônico ali fora”. 
“É que deu problema lá, então fui na gerente e ela me mandou vir aqui com você”. Preguiçosa, atrevida, abestada. Xingou-a em pensamento.
A moça obedeceu e soltou feliz um segundo depois:
“Este cartão está bloqueado! Bloqueio preventivo. Volte na gerente.”  
Ela foi:
“Não funcionou não! Bloqueio preventivo.”
“Então o jeito agora é só telefonando para a Central”.
“Estou sem créditos no celular”! A raiva da manhã voltando.
“Pode ligar daqui”. E depois de digitar o número, virou o telefone para a dona bloqueada.
“Olá! Você está no chatandé. Disque 1 para isso; disque 2 para aquilo; disque...”
“Senhor, daí paciência!”
“Digite o 8.” 
Ela digitou. "Por que esta retardada não me falou de cara?"
“Gerente chatandé! Em que posso ajudá-lo?”
“Meu cartão foi bloqueado. Bloqueio preventivo. Por que disto uai?”
“Vejamos...Ah, a senhora gastou 70 reais na casa do crack”!
“Hã? Valei-me Jesus Cristo! Quando foi isso?”
“Novembro do ano passado”
“Fodeu!” O jeito era apelar para todos os santos das causas perdidas:
 “Valei-me meu são Longuinho! Me ajude a lembrar desta compra que eu dou três pulinhos!” Nada.
“Acha aqui na minha cachola Santinho esta "roubada" que eu lhe dou seis pulinhos!” Abrindo a negociação com o santo. Segundos depois:
“Lembrei!" Quase deu um pulo da cadeira. "Comprei 50 medalhinhas douradas para premiar alunos no campeonato de “Fatos” na Matemática”! Alívio.
“A senhora gastou mil e tantos reais em decolar.com para São Paulo Capital em Dezembro.” Ela começou a suar; ondas de calor da menopausa.
“É mesmo! Confere! Fui passear em Sampa e fiquei num hotel na Paulista. Deve de tá aí também!”
“A senhora gastou mais oitocentos e três reais na decolar.com para o Espírito Santo, Vitória, também em Dezembro.”
“Misericórdia!” Não se pode mais dar nem um peido escondido que o trem vai para o youtube, facebook, zazapis!" Só em pensamento.
De repente a ficha caiu, a luz se fez! Tudo ficou claro e branco como neve! Na hora lhe veio à mente a crônica “A velhinha contrabandista” de Stanislaw Ponte Preta, sobre o contrabando nas fronteiras brasileiras e ela começou a rir: era assim, uma velhinha atravessava a fronteira sempre numa lambreta transportando sacos de areia. O guarda, cismado que era contrabando, sempre parava a velhinha, revistava tudo e só achava areia no saco. Aquilo o estava corroendo por dentro, e então, cansado das revistas e não achar nada, resolveu fazer um acordo com a velhinha.Ela lhe contava o que contrabandeava e ele em troca a deixaria em paz, nunca mais iria pará-la para revista. Feliz com o acordo a velhinha sorriu e confessou: é lambreta! A gargalhada que ela soltou encheu a agência bancária e ninguém entendeu nada! 
Ela era agora aquela velhinha do contrabando; só que contrabandeando crack! Uma velhinha moderna, narcotraficante. Kkkkk
“Moço de Deus!" Conseguiu falar soluçando de tanto rir." É a loja do craque aqui na capital, na rua tal, perto da praça da rodoviária, onde vendem medalhas e troféus para esportistas! Craque é Zico, Messi, Maradona!” Sorrindo contou ao gerente sobre o campeonato de fatos fundamentais da multiplicação.
“É aula de matemática! Não é crack, a droga não viu?” Ele sério, provavelmente gargalhando em pensamento.
Matutando após sair do banco, ela entendeu o bloqueio da conta e os fios da trama: ela, a velhinha do crack, comprava a droga na casa do craque na sua capital, decolava em seguida e  a vendia em São Paulo, pegava o dinheiro que faturava com o negócio do narcotráfico e voava para Vitória, Espírito Santo, para comprar mais droga nas “bocas” capixabas! Uma rota lucrativa e vitoriosa! He, he, he.

O engano foi esclarecido entre risadas e ela até gostou do cuidado com sua conta bancária no bloqueio preventivo e suspeita de algum ato ilícito na Casa do craque! Rir será sempre o melhor remédio!

quinta-feira, 3 de março de 2016

BRAZIL: SUPER HIPER MEGA PLUS BLASTER PARABÉNS JUCA ZOKNER!

RUMOREJANDO

http://rimasprimas.blogspot.com.br/
PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Rumorejando está lançando um concurso. O ganhador receberá um 
origami do assim chamado autor deste blog. Quem foi que disse:
 “Não vou baixar a cabeça”. 1. Um jogador de futebol, mais
 especificamente um goleiro ao ser entrevistado depois de 
ter engolido um frango; 2. A esposa do marqueteiro do PT 
João Santana, chamada Mônica Moura, ao ser presa. 
3. Um dos obcecados que sempre se faz presente em
Rumorejando, depois de dar uma pifada com uma gata de fechar 
o comércio, a indústria e as prestadoras de serviços?

Constatação II
O nosso resquício de nossa pouca sorte com os governantes é que 
eles se tramam na bordoada entre eles. Se eles estivessem todos
 do mesmo lado a situação para nós estaria pior do que já está. 
Hosana!

Constatação III
De modo geral quem frequenta um posto de saúde pode estar
 99% certo que o diagnóstico será “virose”. Vige!

Constatação IV

Saiu no facebook, sem que tenha sido possível se inteirar a autoria:
“Ela era poesia...
Ele não sabia ler”
Rumorejando acrescentou utilizando a rima apelativa do infinitivo:
Ele era ternura...
Ela não conseguia perceber.

Constatação V (Sugestão aos nossos filólogos. De nada!)
Os nossos políticos e governantes são dignos... dos nossos ‘desencômios’.

Constatação VI (De diálogos conjugais, um tanto quanto
 freudianos).
Disse a mulher do político que estava sendo julgado por participação 
no mensalão e/ou petrolão e/ou outros ãos, na hora do almoço:
 “O arroz hoje está soltinho”. Perguntou o marido que andava preocupado
 com o andamento dos fatos: “Será que ele conseguiu um habeas-corpus?”

Constatação VII (Via pseudo-haicai).
O obcecado solicitou
O ISO 2000.
“Atingi tal desempenho”, alegou.

Constatação VIII (Dúvida crucial via pseudo-haicai).
É um pleonasmo
A expressão boato falso
Que te deixa pasmo?

Constatação IX
“Você é um cara sórdido
Tomara que fique mórbido”,
Ela vociferou
Quando ele chegou
Embriagado
No lar doce lar,
Às quatro horas da madrugada
Com a voz enrolada
A cantar
‘Mamãe eu quero mamar’.
E quando notou
Ela com a vassoura na mão
Perguntou:
-“Vai viajar?”
-“Seu poltrão,
Você comigo está lascado”.
Levou um safanão
E uma vassourada.
Coitado!
Coitada!
Coitado?

Constatação X (Ah, esse nosso vernáculo ou como
 ensinar o a, e, i, o, u versejando, preferencialmente, para adultos).
Não por birra
Muito menos por ira
A barra pesa
E não é reza
Quando ela berra:
Você sempre erra
E, num urro:
“Seu burro”.
Ele quase se borra
Com ganas de ir à forra.
Mas como veio da farra,
Se cala. Ainda nela se amarra.

Constatação XI (Desabafo).
Os ex-jogadores de futebol que comentam as partidas de futebol 
na televisão são todos uns chatos. Assim, data vênia, foi o caso 
de Gerson, Rivelino, Marcelinho Carioca. Neto, na Band e 
Casagrande na Globo, chegam ao desplante de jogar flores em si 
mesmos, ainda que frisando “modéstia a parte”. Sóbrio é o jogador 
Caio que, às vezes, tem um chato transmitindo o jogo...  Coitados! 
De nós, pobres teleespectadores e amantes do assim chamado 
esporte bretão.

Constatação XII
O corolário
Daquele poema
Atrabiliário*
Era um problema
Só solúvel por teorema,
Que não se estuda no primário.
*Atrabiliário = “que ou aquele que vive tomado 
pela cólera; irascível”. (Houaiss).

Constatação XIII (Ainda ecos do último carnaval).
O individuo,
Às aulas, assíduo,
Por causa do tríduo,
Começou a gazetear,
Os deveres relaxar,
Parou de estudar
E passou a frequentar
O bar
Do lupanar.
Mas que lugar!

Constatação XIV
É muito temeroso
Pedir a mão da namorada
Estando andrajoso?

Constatação XV
Que será que os dirigentes do Paraná tinham contra nós, pobres e 
sofridos torcedores? Quem souber, por favor, cartas, por e-mail,
 ou comentários no blog para este assim chamado escriba. Obrigado.

Constatação XVI
Deu certa vez na mídia que o então primeiro ministro da Inglaterra 
Gordon Brown instou junto ao presidente Barak Obama que se pense
 uma alternativa de combustível verde. Para o nosso país que já consome
 tal tipo de combustível seria de bom alvitre que fosse adotado também
 nesses países e também no nosso o uso de coletes a prova de balas perdidas, ou não...

Constatação XVII (Sem proselitismo, porque todo proselitismo
 é insuportável, exceto para um masoquista).
O vegetariano
Só come vegetais
Todo o ano
Sem proferir ais
E não fica insano
Jamais.

Constatação XVIII
Desenho futurista, abstrato e simbolista é aquele que a gente olha, 
olha e olha, inclusive plantando bananeira e faz a seguinte pergunta: 
“Quem é esse artista?”

Constatação XIX
Ser idoso é contar a mesma história para a mesma pessoa muitas vezes; 
ser de meia-idade é quase a mesma coisa só que com a atenuante,
 cada vez, perguntar: “Parece que eu já te contei essa história antes, não?”

Constatação XX
Ele jurou eterno amor,
Gesticulando com intenso ardor,
Mas ela não se comoveu:
“Só caso com você, ó meu,
Se você tiver um ducado
E eu serei a duquesa
A única das minhas amigas com realeza.
Elas morrerão de inveja.
Vê, então, como planeja”.
Coitado!

Constatação XXI (De um obcecado).
Ela deixou
Meu coração
Esfarelado
E se mandou.
Aí, um anjo bom,
Na forma de um mulherão,
Uma gaúcha,
Muito da feia
Com um nariz torto
Que parecia
Uma bruxa
Quis se deitar
Ao meu lado
E bradou:
“Não tá morto
Quem peleia”.
E me perguntou”
Se eu não ia ligar,
Se eu estava a fim
Pro coração ficar
Novo em folha.
Eu, não tive escolha
Não adiantou
Alegar
Que eu estava em recesso
E que não poderia
Cometer excesso.
Pra não fugir da raia
Atendi-a como se deve
Fui muito de leve
Mesmo me sentindo uma cobaia
Também pra não levar uma vaia.
Afinal, finalmente, enfim
Era mais um rabo-de-saia...
Agora ando com um
Coração recauchutado
Que é melhor que nenhum.
Coitado
De mim!

Constatação XXII (De conselhos muito úteis).
Não se faça de rogado,
Seja mais abusado
Não tenha medo.
Mande um torpedo
Em direção ao umbigo
Do teu inimigo.
Você estará concorrendo
A ficar vendo
O sol nascer quadrado
Bem mais cedo.
E você terá mais folguedo.

Constatação XXIII
Ele tentou, mas falhou.
Aí, não pode cortar a unha do pé.
A barrigona atrapalhou.

Constatação XXIV
Não se pode confundir voo espacial com voo especial, até por que
 o voo espacial leva muito poucos passageiros, na sua maioria astronautas,
 com a finalidade de pesquisar o cosmos talvez naquela velha reposta à
 incógnita de saber como o universo foi criado, quando foi criado e como 
foi criado. Ou mesmo para saber se estamos sozinhos ou acompanhados 
no Universo. Aliás, basta ver o número de pessoas que testemunharam
 a existência de discos voadores para obter a resposta parcial de algumas
 dessas dúvidas acima assinaladas. Já com relação ao voo especial vale
 assinalar que, em certos países, quando um governante vai viajar para algum
 evento, considerado, por alguns, importante, mas que em condições de 
pressão e temperatura não leva absolutamente a nada, ele leva um sem 
número de passageiros na comitiva, em sua quase totalidade 
aspone (Assessor de porra nenhuma) que vai passear a custa da nação a 
qual ele pertence*. A recíproca é como é e tá acabado. Tenho dito!
*Qualquer semelhança com certos países, com fatos, pessoas e coisas não é mera coincidência. Vige!

Constatação XXV
E não se pode confundir tribulação que o dicionário Houaiss dá como
 “Substantivo feminino. 1. Adversidade, contrariedade; 2. Aflição, amargura, 
tormento. [F. paral.: atribulação.]” com tubulação, muito embora se o teu 
chefe te pede numa sexta-feira, já no fim do expediente, para você levar para
 casa uma tarefa que, segundo ele “tem que ficar pronta para ontem” (e que será utilizada dali a duas semanas) a sua programação com a família, amigos, namorada
 ou até mesmo sozinho significa que você entrou pela tubulação, que quer
 dizer que você ‘entrou pelo cano’, que o mesmo dicionário antes referido
 não dá como fod, quer dizer, ferrou-se.

Constatação XXVI (De um pseudo-soneto).

De tragédias anunciadas.

Ela fez uma digressão*
Que um anátema**eu enfrentaria
Se na minha inocente intenção
A um motel eu com ela não iria.

Assustado com a ameaça
Tomei as devidas providências
Já que falava sério, não era pirraça
E sem quaisquer incoerências.

Eu estava sem dinheiro no momento
Para pagar as despesas do motel
E se ela arcaria com o feliz evento.

Ela respondeu quem não tem competência
Não pode usufruir uma espécie de lua-de-mel.
Portanto não se estabelece. Que indecência!

*Digressão = Substantivo feminino.
1. Desvio de rumo ou de assunto:
2. Excursão, passeio.
3. Subterfúgio, evasiva.
4. Liter. Recurso literário utilizado com o fim de esclarecer 
ou criticar o assunto em questão (Houaiss)
**Anátema = Substantivo masculino.
1.Expulsão do seio da Igreja; excomunhão:
2.Maldição, execração, opróbrio:
3. Reprovação enérgica.
4. Indivíduo que sofreu excomunhão (1).
5. Excomungado, maldito, amaldiçoado:
6. Réprobo, condenado.
Adjetivo de dois gêneros.
7. Excomungado, amaldiçoado.

RICOS & POBRES
Constatação I
Rico não é dado à represália; pobre, é vingativo.
Constatação II
Rico é defensor; pobre, adversário.
Constatação III
Rico estima; classe média tem apreço; pobre é obrigado a tolerar.
Constatação IV
Rico é degustador; pobre, é cobaia.
Constatação V
Rico se dana; pobre se f*.
*Ferra, prezado leitor.
Constatação VI
Rico sempre dá um jeitinho; pobre se obriga aprender a sobreviver...
Constatação VII
Goleiro de time rico faz catimba*; goleiro de time pobre faz cera.
*Catimba = Substantivo feminino. Bras. Gír.
1. Manha, astúcia, ardil.
2. Esporte Emprego de recurso(s) antiesportivo(s), embora geralmente não violento(s), para gastar o tempo, ou desequilibrar o adversário, durante uma partida (Aurélio).
Constatação VIII
Rico pede arrego*; pobre, pede penico**.
*Arrego = (ê) [Der. regress. de arregar.] Bras. Gír.
Substantivo masculino.
1. Ato de render-se, entregar-se.
Interjeição.
2. P. ext. Exprime impaciência ou irritação (Houaiss)
**Pedir penico. Bras. Gír. 1. Acovardar-se, amedrontar-se. 2. Mostrar-se fraco, vencido. [Sin. ger.: pedir arrego, pedir bexiga; arregar-se.] (Houaiss).
Constatação IX
Rico faz juras de amor; pobre, é jurado de morte.
Constatação X
País rico refloresta seu país e compra a floresta do país pobre; país pobre vende a sua floresta e acha que vai ficar rico.